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Multidão celebrou noite quente de Santo António na Figueira da Foz

Arraial popular promovido pela Misericórdia da Figueira da Foz atraiu uma autêntica enchente ao Largo Silva Soares, que contou com a atuação do incontornável Quim Barreiros

O tradicional arraial de Santo António, promovido pela Misericórdia - Obra da Figueira, atraiu uma autêntica enchente ao Largo Silva Soares na noite de sexta-feira.

O São Pedro aliou-se à organização e ajudou à festa, trazendo temperaturas invulgarmente quentes para a noite figueirense.

Este fator também contribuiu para chamar ainda mais residentes e visitantes a celebrar os santos populares num evento que é já uma referência na região.

O recinto do Páteo de Santo António encheu-se de cor e animação, com o público a aproveitar os espaços das tasquinhas que serviram os tradicionais petiscos e a indispensável sardinha, cumprindo os rituais da época joanina.

Ainda o arraial não tinha começado e muitos comensais já formavam fila para provar aquela iguaria assada na brasa.

P10 S Antonio

Mas o ponto alto da celebração, que se prolongou pela madrugada, ficou marcado pela atuação do incontornável Quim Barreiros.

O artista popular, que é já presença assídua na noite de Santo António na Figueira da Foz desde 2001, subiu ao palco para garantir a boa disposição de milhares de pessoas com os seus sucessos musicais.

Antes porém, o “aquecimento” fez-se ao som da animada dupla Key Love, que também já começa a fazer parte da tradição deste evento dinamizado pela Misericórdia.

De referir que para além da vertente festiva, a instituição manteve vivas as raízes históricas e culturais da época através da simbólica distribuição de pães e cravos, associando-se ao espírito de caridade e de partilha inerente à figura de Santo António.

Esta iniciativa realizou-se ontem à tarde, dia do padroeiro, após a celebração de uma missa que contou com a atuação do Grupo Coral da Paróquia de Buarcos.

Nem a onda de calor que se fez sentir, na ordem dos 38º, afastou as cerca de seis dezenas de pessoas que aguardavam na rua debaixo de um sol tórrido com as senhas nas mãos para levantar um pão “abençoado” e um cravo. Assim que a celebração religiosa terminou, por volta das 17h00, a fila aumentou para o triplo e de imediato se abriram as janelas do edifício da Misericórdia para dar início à distribuição e cumprir um ritual muito acarinhado pelos figueirenses.

As celebrações de Santo António na cidade voltaram assim a juntar a fé, a gastronomia típica e a música, mantendo as tradições locais ao reunir diferentes gerações numa verdadeira festa de união, devoção e identidade.

Junho 14, 2026 . 11:00

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