
Solução inovadora calcula chegada de ambulâncias aos HUC
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra desenvolveu uma ferramenta inovadora, a nível do Serviço Nacional de Saúde, que permite controlar o tempo de chegada das ambulâncias do INEM, para já, aos Hospitais da Universidade de Coimbra. Paralelamente, é divulgada a informação do risco de agravamento (Escala de NEWS) e possíveis suspeitas de Via Verde, o que permite a otimização de meios e recursos na receção aos doentes na unidade hospitalar.
Na sala de urgência, o sistema TePHH está instalado em quatro computadores e, em tempo real, as equipas de serviços podem acompanhar a hora estimada de chegada de doentes e em que condições. Futuramente, o objetivo da ULS de Coimbra, é alargar o projeto às duas maternidades (Daniel de Matos e Bissaya Barreto) e ao Hospital Pediátrico, referiu Alexandre Lourenço, presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra, no âmbito da assinatura do protocolo com o INEM.
«No mundo em que temos escassez de recursos, de toda a ordem, a solução tem de passar sempre - logo a seguir a tratar bem as pessoas no Serviço Nacional de Saúde - pela inovação», salientou Sérgio Janeiro, presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica, ao acrescentar que melhorar a interligação entre as equipas dos cuidados pré-hospitalares e as equipas das unidades de saúde hospitalares é um objetivo.
Projeto é inovador no Serviço Nacional de Saúde e pode vir a ser replicado em todo o país
«Poder haver esta ligação, este conhecimento prévio do que vai chegar, que potencia a abordagem inicial. é um caminho e um avanço muito significativo», considera, com a expectativa de que, «correndo bem», o exemplo agora colocado em prática na ULS de Coimbra possa ser replicado no restante território nacional.
Tudo isto, ressalvou, com a salvaguarda de direitos básicos, como a proteção de dados dos doentes.
Gustavo Santo, médico da ULS de Coimbra, é o mentor do projeto, explicou que, no modelo tradicional, a comunicação entre as equipas pré-hospitalares e as equipas das unidades de saúde permite apurar «um tempo estimado» de chegada, «que muitas vezes peca por defeito, outras vezes, por excesso».
«Neste modelo, temos uma atualização constante do tempo estimado da chegada, que nos permite ter uma definição próxima do exato momento em que a ambulância chega ao hospital», explicou, referindo, que esta solução, ajuda a otimizar todos os recursos para tratar o doente.
Henrique Alexandrino, diretor do Serviço de Urgência Geral da ULS de Coimbra, aplaude a iniciativa, com Alexandre Lourenço a destacar a redução do tempo de atendimento entre a triagem e a primeira observação médica, assim como a redução da procura de 17% ao serviço, indicadores que atribui ao funcionamento dos centros de atendimento clínico e pelas respostas nos cuidados de saúde primários.











