
Semana Global promete ligar nações a Coimbra
O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) desenvolve, durante a presente semana, a mais recente edição da “Erasmus+ Global Week”.Com personalidades de vários cantos do mundo, este é um evento programado para docentes, não docentes e pessoal técnico de entidades educacionais europeias e não europeias. Mesmo assim, há espaço para a participação de alunos.
«Amanhã [hoje] há a oportunidade de participar na Feira Internacional onde os nossos alunos também podem interagir com as diversas entidades e conhecer a sua oferta», recomendou Dulce Caetano, uma das coordenadoras deste projeto. Apesar do foco ser, na sua grande maioria, a interação cooperativa entre entidades para projetos académicos ou de investigação, por exemplo, de nível internacional, a responsável indicou que é «importante a comunicação entre docentes, alunos e todos os membros da academia», para que também possam alargar os seus horizontes.
Em termos de atividades previstas, para além das palestras e do “networking”, estão ainda planeadas duas atividades culturais. «Na quarta-feira vamos até Mira conhecer a tradicional Arte Xávega, através de várias atividades e ainda vamos ter a oportunidade de provar iguarias únicas locais», revelou Dulce Caetano, destacando ainda que na tarde de quinta-feira haverá uma «visita cultural» pela cidade de Coimbra. «Estes momentos são sempre pensados para que exista uma troca cultural entre todos os participantes», um dos pontos principais e mais importantes desta dinâmica, neste caso, em Coimbra, será uma visita à Torre de Almedina e ao Café Santa Cruz.
Dentro da sessão de “inauguração” decorrida ontem, na Escola Superior Agrária de Coimbra, esteve presente Tamara Mechurchlishvili, vinda da Geórgia, e que é já uma presença assídua em Portugal. «Vim estudar Sociologia no Porto há nove anos e apaixonei-me pela cidade», comentou a, agora, técnica de uma universidade na Geórgia. Após passar por Portugal, local que começou a considerar como uma «segunda casa», tomou a decisão de tornar a sua vida num «eterno Erasmus», plano que conseguiu concretizar.
Apesar de não ter passado por Coimbra como estudante, reconhece a sua importância e destaca que há um grande «peso histórico, de tradição». «Há muita história em Coimbra e sempre pesquisei muito sobre ela. Uma das coisas que sempre me fascinou foi a Capa e Batina», que sempre lhe fizeram lembrar os «trajes de Harry Potter», uma comparação já habitual para os estudantes da academia coimbrã.
Mesmo como visitante, sem “deveres profissionais”, Tamara admite que já veio várias vezes a Coimbra. Como profissional, aproveita sempre para reforçar não só relações, mas também para espalhar a cultura do seu país. «A Geórgia inventou o vinho! É um facto muito curioso, mesmo sendo a única coisa que já inventámos...», comentou, reforçando que é importante «criar ligações internacionais».
A “Erasmus+ Global Week” decorre até sexta-feira, 19 de junho, e tem vários eventos planeados que promovem uma ligação «mais forte» com as entidades estrangeiras que trabalham em conjunto com o Politécnico de Coimbra para continuar a construir projetos «com futuro» e, sobretudo, ligações humanas de sucesso. |
Projetos internacionais “ganham forma” em Portugal
Tamara Mechurchlishvili contou que, há cerca de dois anos, em Coimbra, conheceu um representante de Salento, em Itália, e começaram um projeto juntos. Este é apenas um dos exemplos de sucesso das ligações desenvolvidas graças à “Erasmus+ Global Week”. «De uma forma mais “profissional”, estas interações ajudam a demonstrar a importância da internacionalização. Não importa o quão boa é a universidade, o país ou o quão confortável possas estar fora do teu país, é muito importante sair da zona de conforto e fazer esse esforço para poder ter uma perspetiva diferente e uma opinião diferente sobre a própria vida», indicou a representante georgiana. Em conversa com o nosso jornal explicou que é, também, um bom momento «para partilhar curiosidades».|











