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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
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figueira da foz 

FGT com futuro incerto
mas com mais vogais

Os vereadores da oposição não compreendem porque quer a maioria PS aumentar o número de elementos no Conselho de Administração da FGT, proposta apresentada ontem em reunião de câmara, com Vítor Guedes do Movimento Figueira 100% (que substituiu Daniel Santos nesta sessão) a questionar a maioria sobre o que pretendem objectivamente. «Se é para liquidar a empresa, estranho o aumento de elementos da administração (de 3 para 5), se é para aferir da relação custo/benefício, é preciso alguém que trate dessa questão», sustentou.

Além disso, o vereador considerou que, se o presidente «não liquida a FGT por estar “amarrado” ao negócio do Paço de Maiorca, não é de continuar, há que arranjar uma solução alternativa», defendendo que se é para «avaliar da sua solvabilidade, encontraram a pessoa certa (Pedro Malta), mas se for para promoção turística terá que ser coadjuvado por alguém da área», mas a indefinição, sustentou «é perniciosa para a empresa, que fica com horizontes limitados».

Por seu lado, Miguel Almeida (PSD), face à justificação de que o aumento do número de vogais era para ter uma maior presença de vereadores no executivo da empresa, considerou que «teriam uma boa solução, que era colocar um vereador como presidente e outro como vogal», disse, evocando o exemplo do mandato de Santana Lopes. «Bobinava a fita e via como se fez», frisou Miguel Almeida que considerou que «não se pode continuar a aduzir que a FGT não se extingue pelo Paço de Maiorca. A câmara pode assumir os encargos».

O vereador recordou que os elementos do PS «andaram quatro anos a defender a extinção da FGT» e que faria sentido «alguma humildade democrática. Agora, andar a nomear cinco elementos, sem saber qual o papel da FGT, nem sequer é simpático para quem lá trabalha», adiantando que o Paço de Maiorca «é uma desculpa, podia ser o carnaval, ou outra», disse, apelando a que haja uma decisão, «para bem da paz e tranquilidade da própria empresa», sustentou.

Para trás ficavam as intervenções do presidente, que mais uma vez clarificou que «seria precipitado optar desde já pela extinção», falando nos acordos «irremediavelmente assumidos, como o Paço de Maiorca», para o qual «é necessário um estudo e parecer jurídico, sobre as implicações que terá no exercício camarário». Mas João Ataíde pretende ainda que haja «um período experimental, para saber se desafectando o CAE, a FGT pode cumprir os seus objectivos e averiguar se se justifica ou não». Por isso, para já «há que manter a empresa municipal». Por outro lado, justificou o reforço do conselho de administração com a necessidade de «uma maior implicação da câmara no exercício da empresa para monitorizar as acções».

Senhas de presença
mais baixas

Na reunião de câmara foi também presente o estatuto remuneratório dos membros do Conselho de Administração da FGT, com o presidente a sublinhar que, «face às circunstâncias, consideramos oportuno baixar as senhas de presença», que passam a ter como referência a média nacional, ou seja, 150 euros para o presidente do Conselho de Administração e 74 para os vogais. Em relação ao administrador executivo tiveram em consideração, «os vencimentos existentes, acrescentando uma percentagem razoável», mas diminuindo a verba, uma vez que o CAE passa a ser gerido pela câmara, frisou João Ataíde, adiantando que Pedro Malta vai auferir 2.420 euros, mais despesas de representações (cerca de 300 euros mensais).

FGT “caminhava para
a auto-liquidação”

O vereador da cultura foi um dos alvos preferido pela oposição, acusado de andar quatro anos a defender a extinção da FGT e agora de a querer manter. António Tavares salientou que «nunca defendi a extinção da empresa», antes a sua extinção «tal como estava a ser gerida porque caminhava para a auto-liquidação».

O autarca frisou ainda que foram equacionadas todas as hipóteses sobre a extinção da empresa e ainda «não há resposta definitiva». Todavia, considerou que a FGT, com o trabalho que vai ser feito, «tem condições razoáveis e sérias para se transformar em empresa de muito sucesso. A intenção é dar essa oportunidade de que tem pernas para andar, assumir alternativa de gestão e esperamos e acreditamos que venha a dar frutos positivos», frisou.

 

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