
De rosa em rosa, Paula enfeita andor da Santa há 26 anos
Hoje à noite Paula Lourenço prepara-se para uma das suas «grandes responsabilidades»: colocar as mais de 2 mil rosas que compõem o manto aos pés da imagem da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade. São mais de seis horas de trabalho que Paula assume com grande devoção e responsabilidade.
Desde 2000 que a florista com loja aberta na Rua das Figueirinhas aceitou o desafio de Carlos Nossa para enfeitar o andor. «Prometi no ano passado que não fazia mais nenhum andor, mas por enquanto não há mais ninguém que assuma esta responsabilidade», confessou Paula, emocionada. «Tento fazer o melhor que sei e que posso, porque o andor não é fácil e há normas. Mas a nossa rainha é tão imponente, tão bonita que não é preciso fazer nada». As mais de duas mil rosas são colocadas uma a uma por Paula na base do andor de forma a não tapar os pés da Santa, uma das exigências para que pareça que anda sobre um manto de rosas. As flores, essas nunca faltaram.
«Desde que eu faço o andor, nunca faltaram rosas. Há sempre rosas, vêm de todo lado para pôr no andor da Rainha Santa», conta a florista que não esquece a fé das pessoas. «Às vezes já temos suficientes, mas eu tento sempre encaixar mais uma para não falhar com ninguém. Ainda há muita fé. A gente diz que a fé está a acabar, mas ainda há muita fé e aflição».
Processo de enfeitar o andor repete-se depois na noite de sábado de forma a preparar um novo e fresco manto de rosas para levar a imagem da Rainha até à sua casa, no Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, na procissõa de Regresso, pelas 16h00. Momentos que Paula não consegue assistir ao vivo. «Nunca vou ver a procissão, fico muito nervosa, por isso vou acompanhando pelo Facebook para ver se está tudo bem», confessou.









