
Tribunal agrava pena a antigo funcionário que roubou utentes no IPO
O Tribunal de Coimbra agravou a pena ao antigo funcionário do IPO que aproveitava o momento em que os utentes faziam exames para lhes tirar dinheiro. O homem, de 42 anos, tinha sido condenado, em maio de 2025, a uma pena suspensa de três anos pela prática do crime de peculato.
Na altura, o Tribunal de Coimbra entendeu que o arguido deveria ser ainda julgado pela prática do crime de abuso de poder (por ter pedido dinheiro para facilitar o acesso a serviços do IPO) mas num processo autónomo. Esse não seria o entendimento do Tribunal da Relação de Coimbra pelo que o processo regressou à primeira instância. O Tribunal Coletivo decidiu assim, esta semana, condenar o arguido pela prática dos dois crimes (peculato e abuso de poder) a uma pena suspensa de três anos e seis meses de cadeia.
O homem, que trabalhou no IPO entre 2006 e 2023, foi acusado por factos que terão ocorrido a partir de 2019, altura em que o arguido terá começado a mostrar compulsão por jogo e apostas desportivas. Para fazer face às dívidas que acumulava e às despesas do agregado familiar (mulher e uma criança), terá começado a retirar dinheiro de utentes que se dirigiam ao IPO para fazer exames no serviço de imagiologia, onde trabalhava.|









