
Diversidade e convívio deram mote a concerto inclusivo no Parque Verde
A Orquestra Clássica do Centro promoveu hoje ao final da tarde o concerto “ConFIA - Fazer da Inclusão Arte”, que juntou 250 participantes no Parque Verde do Mondego, junto à Ponte Pedonal.
O momento foi mágico, quando os músicos profissionais e os jovens e crianças portadoras de deficiência física ou mental, subiram ao palco para interpretar temas conhecidos de Sérgio Godinho, como a “Canção dos Braços”, e o “Bolero” de Maurice Ravel.
Muitos cantavam e outros seguravam e tocavam instrumentos como violino, percussão, piano e flautas, transmitindo alegria para quem presenciava o momento.
«Foi um momento muito bonito em que celebrámos a música, a diversidade e a inclusão pela arte, e em particular, pela música», revelou a presidente da direção da Orquestra Clássica do Centro, Emília Martins, que explicou ao nosso jornal que o concerto fez parte de um projeto que obteve aprovação de uma candidatura no âmbito do Programa 2030, que esteve a ser desenvolvido ao longo de meio ano por 80 pessoas.
Os principais objetivos do espetáculo foram os de transmitir afetos e alegrar o dia das crianças, ao mesmo tempo que passavam uma mensagem de acolhimento e união para o público, confirmou a presidente da Orquestra Clássica do Centro, que evidenciou que a iniciativa, que teve início às 19h00, foi mais um exemplo do poder transformador que a música assume e desempenha atualmente, não só de juntar e promover o encontro, como também de ser construtor de pontes e “abraços” entre a comunidade, independentemente das limitações ou diferenças entre cada indivíduo.
Emília Martins enalteceu o projeto desenvolvido, que segundo a mesma, é «cheio de significado», onde a inclusão e a diversidade ganham “peso” e a música adquiriu uma dimensão enquanto agente de mudança e transformação.
«A inclusão é essencial enquanto seres vivos que vivem em comunidade», assinalou, destacando a necessidade de existir respeito pela diversidade numa sociedade onde os direitos humanos fundamentais têm de ser salvaguardados.
«A maior alegria é perceber que as pessoas gostaram e querem continuar», confidenciou Emília Martins, esperando no futuro conseguir alcançar o financiamento necessário para a realização de iniciativas semelhantes, que têm uma enorme importância, tanto para as crianças e instituições envolvidas, como para os próprios pais.
O concerto juntou a Orquestra Clássica do Centro (OCC), os 5ª Punkada, da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC), O Grupo Confia, constituído por elementos de diversas instituições e o Coro Comunitário Confia, cujas inscrições foram abertas à comunidade em geral.











