
“Nós sobrevivemos a uma tentativa de assassinato desta escola. Esta é a pura verdade”
Diário de Coimbra Aos 89 anos, como define o atual momento do Instituto Superior Miguel Torga?
Manuel Castelo Branco Está de plena saúde, de vitalidade também, porque é um instituto que sai sempre reforçado nos tempos difíceis e das dificuldades. É uma escola que está em franco desenvolvimento, que quer crescer e que já está a crescer. Tendo 89 anos, é uma escola que quer continuar eternamente jovem e só fica jovem rejuvenescendo-se e arranjando novos trilhos. Os nossos novos trilhos, nesta altura, são fundamentalmente, para muito brevemente, submeter dois novos mestrados para aprovação. Estão completamente preparados, um na área da gestão, outro na área de comunicação. A nossa ideia é que possam ser aprovados este ano, para, no próximo ano letivo, arrancar. Por outro lado, temos 10 licenciaturas, com qualidade reconhecida pela A3ES, mas nós não dormimos sobre os louros e estamos, neste momento, num processo de repensar tranquilamente as licenciaturas, porventura, para finalizar e para lançar também novas licenciaturas.
A ideia é terminar com algumas das que existem... Fundir?
Terminar, fundir e ter novas também. Estamos, num momento, para já de reflexão, mas já num momento avançado para responder às necessidades dos novos tempos. Temos de ter uma formação que ultrapassa a volatilidade dos mercados.
Qual o ponto de situação da acreditação dos cursos pela A3ES?
Essa questão, neste momento, está impugnada. Estão a decorrer os trâmites normais em tribunal. Nós colocámos providências cautelares para suspender a decisão e colocámos no tribunal administrativo uma ação de anulação da decisão da A3ES, que está também à espera de julgamento. Infelizmente, os tribunais administrativos portugueses são muito demorados e isto pode demorar anos. Ao mesmo tempo, colocámos em tribunal uma ação de indemnização contra a A3ES. Estamos muito, muito confortáveis quanto a isso, porque o senhor ministro, publicamente, disse o que pensava sobre a transparência das decisões da A3ES e, portanto, nós não vamos perdoar. É uma ação de indemnização pelos danos que esta decisão completamente estapafúrdia causou.
Esta decisão da Agência teve um impacto forte na vida da instituição, no número de alunos, por exemplo?
Teve um impacto enorme. Provocou pânico nos alunos, pânico nos pais. E foi intencional e daí a nossa ação contra a A3ES, porque não se pode querer fechar uma escola, quando tem os seus cursos todos acreditados. Há aqui uma intencionalidade e nós não perdoamos, não aceitamos, vamos até ao fim contra quem nos provocou danos. Portanto, há uma ação de indemnização contra a direção da A3ES que tomou essa decisão - que já não é a atual. Estamos confiantes na nova direção. Que as opacidades, as faltas de transparência, as irracionalidades desapareçam. Não é nada que nos preocupe, nós sobrevivemos a uma tentativa de assassinato desta escola. Esta é a pura verdade. O que foi pretendido foi que o pânico gerasse, antes das decisões finais dos tribunais – nos quais nós confiamos plenamente -, uma situação de fuga de alunos pelo medo. Felizmente, os alunos não tiveram medo, os pais também não. Os alunos que aqui estavam continuaram todos. Quanto a alunos novos tivemos uma quebra, mas é uma quebra absolutamente em linha idêntica à quebra que se estende a todo o ensino superior. Sobrevivemos e sobreviveremos a esta tentativa de assassinato feita por uma entidade que não tem legitimidade.
Leia a entrevista na íntegra na edição impressa ou em exclusivo no site do Diário de Coimbra
A escola é muito apetecível, tem um bem valiosíssimo do ponto de vista do funcionamento, que é o seu alvará
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