
BrigInt pronta para assegurar o bem-estar das populações
A Brigada de Intervenção (BrigInt), sediada em Coimbra, comemorou ontem o 20.º aniversário, com cerimónia solene na Praça da República. Relevante para o Exército, com missões no exterior, a BrigInt tem também expressão na sociedade civil, de que é exemplo o apoio recente às populações nas tempestades de janeiro e fevereiro.
Após homenagem aos militares falecidos, junto ao monumento aos mortos na grande guerra (Avenida Sá da Bandeira, a sessão solene contou com a intervenção do comandante das Forças Terrestres, Rui Manuel da Silva Ferreira, com o tenente-general a enaltecer, perante as forças em parada, «os militares da BrigInt que atualmente se encontram em missão no exterior» do país, «invariavelmente em cenários de acrescida complexidade e previsíveis riscos».
«A Brigada de Intervenção constitui uma essencial estrutura do Exército, porquanto lhe compete, primariamente, a preparação, o treino operacional e o aprontamento da força blindada de rodas da componente operacional do sistema de forças», contextualizou, ao notar que isso «significa assegurar a preparação e a manutenção da capacidade em forças médias gerada pelo Exército», de acordo elevados padrões internacionais.
Brigada assegura preparação das forças nacionais destacadas para o exterior
A Brigada de Intervenção constitui uma essencial estrutura do Exército, porquanto lhe compete, primariamente, a preparação, o treino operacional e o aprontamento da força blindada de rodas da componente operacional do sistema de forças», contextualizou, ao notar que isso «significa assegurar a preparação e a manutenção da capacidade em forças médias gerada pelo Exército», de acordo elevados padrões internacionais.
Em concreto, assinalou, a Brigada de Intervenção «tem assegurado, de forma permanente e sustentada, as condições necessárias à preparação e projeção das forças nacionais destacadas que desde 2022» têm sido «empregues na Roménia, no quadro do contributo nacional para o reforço da segurança e da dissuasão do flanco leste da Aliança Atlântica.
Ao salientar também o contributo para a manutenção da prontidão do Battlegroup da União Europeia, força de ação rápida internacional em que Portugal assumiu a responsabilidade de comando, Rui Manuel da Silva Ferreira “virou-se” para o «domínio interno» e para «o contributo dedicado da BrigInt ao bem-estar das populações, materializado no apoio prestado a diversas entidades locais e na disponibilização de meios no âmbito do apoio militar de emergência»
Unidades receberam em 2025 a visita de 32.500 crianças
Na presença da presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, o responsável destacou «o emprego operacional dos militares da Brigada durante os meses de janeiro e fevereiro», quando a região Centro foi fortemente fustigada pelas tempestades. Nesse período, «a partir de Coimbra (…) assegurou a coordenação eficaz de todas as intervenções das unidades militares subordinadas», mas também, «de forma exaustiva», balanceou meios militares de diferentes capacidades para diversos concelhos.
«Os desafios endógenos têm vindo a adquirir uma importância acrescida, exigindo respostas cada vez mais rápidas, coordenadas e eficazes (…), o apoio às populações e a colaboração com as autoridades civis em situações de emergência constituem hoje uma dimensão incontornável da ação do Exército de Português», disse.
O tenente-general debruçou--se ainda sobre o panorama internacional, marcado por conflitos armados no Leste da Europa e no Médio Oriente, com «ameaças emergentes da natureza cada vez mais híbrida, complexa e imprevisível», uma realidade que «traz desafios em matéria de modernização das forças e a necessidade de investir no recurso nuclear de qualquer exército, as pessoas».
Nesse âmbito, está prevista a modernização do sistema de armas principal da Brigada, a viatura blindada de rodas, anunciou, ao referir ainda a evolução tecnológica dos equipamentos e sistemas utilizados em ambiente operacional e a estratégia para captar, valorizar e reter os recursos humanos, com um novo modelo de carreira.
Na cerimónia, que incluiu distinções a militares e civis, Pedro Miguel do Vale Cruz acentuou «o privilégio de comandar quem não tem regateado esforços para cumprir com desvelo todas as tarefas que lhe são incumbidas». O comandante da BrigInt assinalou as múltiplas missões (Bósnia, Kosovo, Timor Leste, Líbano, Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, República Centro Africana e Roménia), e os diversos exercícios, numa aposta, «sem hesitações, na formação de qualidade e num treino operacional credível».
«Constituir-se como Centro de Divulgação da Defesa Nacional é outro dos desígnios da Brigada de Intervenção», afirmou, ao notar que em 2025 a BrigInt recebeu a visita de cerca de 32.500 jovens.











