
Legado de Virgílio Caseiro perpetuado na "sua" sala
Foi a 10 de junho de 2008 que a Orquestra Clássica do Centro (OCC) ganhou uma nova “morada” no Pavilhão Centro de Portugal e 18 anos depois o dia foi assinalado com uma singela homenagem ao maestro Virgílio Caseiro, um dos fundadores do projeto em 2001. «Este ano contamos com 18 anos a morar aqui e, por outro lado, é o ano em que a Orquestra Clássica do Centro celebra 25 anos», sublinhou Emília Cabral Martins, presidente da OCC, destacando o «papel fundamental» de Virgílio Caseiro neste percurso. «Falar da história desta orquestra é naturalmente e necessariamente falar do maestro», reparou.
A sala agora nomeada oficialmente com o nome do maestro já era assim designada “naturalmente” por ter sido um espaço de ensinamentos, aprendizagens, música e muito saber transmitido a jovens músicos, dos quais muitos acabaram por enveredar pelo mundo da música inspirados pelo professor. «Esta era a sala onde o maestro transmitiu tanto saber a tantos meninos e meninas num projeto designado de forma tão bonita e tão significativa como “Heróis da Música”», contou Emília Martins Cabral, durante a cerimónia de inauguração. Um desses “Heróis da Música”, João Vinagre, esteve presente e partilhou o seu testemunho.
«Agora quero seguir a música como vida e muito se deve ao professor Virgílio, porque foi com ele que comecei a aprender música e muito daquilo que sei se deve ao professor», afirmou o jovem músico, deixando um agradecimento profundo ao homenageado.
Do legado do maestro que se apresentou ao lado de grandes nomes, e foi, entre muitas outras funções, diretor artístico do coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra, destaca-se o trabalho como musicoterapeuta ao longo de uma década trabalhando com crianças com deficiência intelectual.
Após o descerrar da placa e numas breves palavras o maestro agradeceu o gesto e a homenagem feita pela “sua” Orquestra Clássica do Centro, deixando uma palavra de incentivo aos futuros músicos. «O princípio é não andar à frente daquilo que podemos fazer», afirmou. «Investi a minha vida da melhor forma e tentei ao máximo deixar o meu contributo, enquanto músico, na sociedade que me envolvia e agora posso afirmar: Quero ser músico até morrer! Acompanhem-me».
A casa da Orquestra foi ainda palco de um recital com Filiberto Bruno (barítono) e Annalisa Ferrarini (soprano) e o final de dia de sol foi aproveitado na parte exterior com um sunset ao som de Fausto Sousa, vocalista dos 5.ª Punkada, que assumiu o papel de DJ.










