
Empresários esperam do Conselho de Ministros em Viseu medidas reforçadas para salvar empresas e populações afetadas pelos incêndios
A AESL – Associação Empresarial Serra da Lousã, manifesta a sua profunda preocupação perante os danos devastadores causados pelos incêndios de agosto de 2025, que tiveram início no Douro e se estenderam por vastas áreas do país, atingindo de forma dramática concelhos do interior como a Serra da Lousã, Arganil, Pampilhosa da Serra, Oliveira do Hospital, Góis, entre outros.
Estes incêndios provocaram consequências graves a nível ambiental, social e económico, exigindo uma resposta urgente e estruturada por parte do Governo.
As medidas extraordinárias adotadas em 2024 constituíram um bom ponto de partida, mas a dimensão e intensidade da tragédia deste ano exigem que sejam reforçadas, melhoradas e ajustadas à realidade atual.
Alguns dos anseios que a AESL espera ver refletidos nas decisões do Conselho de Ministros que hoje decorre em Viseu são os seguintes:
• Apoios robustos às empresas, com linhas de tesouraria e financiamento específicas para recuperar unidades produtivas, fábricas, máquinas, matérias-primas e stocks destruídos;
• Acionamento imediato do lay-off simplificado, permitindo que empresas em crise possam salvaguardar postos de trabalho enquanto reconstroem a sua atividade;
• Prorrogação e flexibilização dos prazos de pagamento de impostos e contribuições, aliviando a pressão imediata sobre famílias e negócios;
• Apoio integral à recuperação das perdas sofridas pelas populações e agentes locais, assegurando condições dignas de vida e a reposição da normalidade possível;
• Programa consistente de recuperação florestal, que não só reponha a biodiversidade como garanta maior resiliência do território no futuro.
A AESL considera igualmente essencial a criação de uma linha de apoio dedicada a um Programa de Recuperação do Tecido Empresarial, com lançamento de avisos de candidatura num futuro muito próximo. Este processo deverá envolver ativamente os agentes locais na definição das linhas de apoio, de forma a assegurar que as medidas respondem de forma realista e eficaz às necessidades no terreno.
“A recuperação das empresas e dos agentes económicos locais é vital para que haja emprego, rendimento e coesão social nas regiões mais afetadas. Sem apoios claros e imediatos, a reconstrução ficará incompleta e muitas comunidades correm o risco de perder a sua base económica”, sublinha Carlos Alves, presidente da AESL.











