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Árvores abatidas no Universitário pelo “risco para a comunidade”

UC diz que Kristin danificou “muitas das árvores” existentes no complexo e, após vistoria técnica, decidiu cortar espécies em vários espaços. Helena Freitas não esconde a “perplexidade”

A queda dos cedros de grande porte existentes no estádio Universitário, mesmo em frente ao Convento São Francisco, foi, talvez, uma das imagens mais impactantes dos efeitos da passagem da tempestade Kristin por Coimbra. No entanto, a verdade é que, desde esse episódio, muitas outras árvores foram abatidas, em vários espaços daquele complexo desportivo da Universidade de Coimbra.

Num olhar mais atento, poderá confirmar-se isto mesmo, não só na zona da Cantina da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física, virada para o Mondego, mas também junto ao campo de rugby, do lado do Convento São Francisco, onde sobram apenas raízes dos pinheiros mansos, de grande porte que ali existiam.

Este abate causou «grande perplexidade» a Helena Freitas, professora catedrática da Universidade de Coimbra e ex-diretora do Jardim Botânico, que, numa partilha nas suas redes sociais, fala na «eliminação de um conjunto de árvores maduras, com elevado valor ambiental, paisagístico e climático, que constituíam um dos poucos espaços de sombra e conforto naquele local», criticando o facto de não terem sido tornadas públicas «avaliações técnicas, pareceres ou estudos que sustentem esta decisão».

Estádio Universitário árvores Cortadas Fig

O Diário de Coimbra questionou a Reitoria da Universidade de Coimbra em relação a este abate e a justificação dada foi que tal aconteceu por «risco de segurança da infraestrutura e dos utilizadores do espaço», esclarecendo que «não se preveem abates adicionais».

«Em consequência da tempestade Kristin, muitas das árvores existentes no Estádio Universitário de Coimbra ficaram danificadas», confirma a Reitoria, em comunicado, adiantando que foi realizada uma «visita técnica» na manhã seguinte à tempestade que constatou que «para além das árvores tombadas, havia muitas outras com danos nas copas, e um número indeterminado de danos não visíveis em muitas das restantes árvores, passíveis de colocar em risco a segurança da infraestrutura e dos utilizadores do espaço».

De acordo com a Reitoria da Universidade de Coimbra, «o risco potencial era significativamente ampliado pelo facto de se preverem novas tempestades, o que acabou por acontecer».

O risco potencial era ampliado pelo facto de se preverem novas tempestades, o que acabou por acontecer

«Neste âmbito, face à urgência de proteção do espaço e das pessoas, a Universidade de Coimbra, com o apoio técnico especializado externo, levou a cabo uma análise relativa às condições das árvores, bem como ao risco potencial que estas poderiam representar», esclarece ainda, acrescentando que «a decisão de abate das árvores de espécies não protegidas em causa teve por base essa avaliação do risco para a comunidade e para as infraestruturas.

Junho 10, 2026 . 08:01

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