
António Barbosa: “Académica vai jogar para ganhar”
A equipa está preparada para enfrentar o primeiro desafio da temporada? O plantel está próximo de estar fechado?
António Barbosa Foi uma pré-época de muito trabalho, de muita procura em identificar os jogadores que sirvam aquilo que nós pretendemos, que sirvam a esta Académica que pretendemos criar. Efetivamente ainda há saídas e entradas, mas o plantel está muito próximo daquilo que será o esboço final para estes primeiros 18 jogos. Acima de tudo, ambição em acertarmos naqueles que pretendemos ter cá, com a postura que determinámos de início.
A Académica nunca ganhou na ronda inaugural da Liga 3. Como pretende contrariar esse cenário? Que análise faz do 1.º Dezembro?
Vamos contrariar com muita ambição. Ambição de chegarmos primeiro, de querer pôr em campo a nossa determinação nos lances, de querer jogar para ganhar. Quanto ao nosso adversário, realmente nesta fase temos alguma dificuldade em ter informação. Conseguimos a possível. É uma equipa que privilegia uma primeira etapa de construção. Procura construir com muitos jogadores para depois chegar ao último terço com muito tempo na posse de bola. Procura construir desde trás, desde o seu guarda-redes. Faz uma construção apoiada, que varia na construção a três, com o central mais alto ou mais baixo, neste caso o central do meio. É uma das equipas que foi ao playoff de subida na época passada. Fixou alguns jogadores, apesar de haver uma reformulação interna.
Joga em casa, quer valorizar-se e nós temos a ambição de nos valorizarmos também com grande determinação naquilo que é o nosso jogo, o pressionar e o chegar na baliza adversária em velocidade e com o número suficiente de jogadores para marcar golos.
Desta vez, o plantel é feito de início por si. É um plantel mais preparado para aquilo que tem em mente? É importante começar bem?
O plantel foi construído pela Direção, diretor desportivo e equipa técnica, com aquilo que são os recursos no mercado e aquilo que são as dificuldades naturais de estarmos nesta liga. Sentimos que construímos um plantel que nos dá segurança de ser uma equipa altamente competitiva. Esse sim é o nosso foco. Uma equipa que seja competitiva, aguerrida e queira jogar para ganhar. Vamos jogar para ganhar.
O Gui Monteiro vai ser emprestado à Naval 1893 e o Fran Pereira está de volta à Académica. Pode explicar esta alteração?
Podemos falar de forma aberta. O Guilherme é nosso jogador. É um jogador que tem uma elevada capacidade de jogo e que mostrou elevada inteligência. Ele percebeu a chegada do colega e entende que precisa de jogar com continuidade. Percebeu de antemão que teria provavelmente alguma maior dificuldade em começar já de início a jogar com regularidade, teve uma possibilidade que nós percebemos que sendo jogador da Académica, vai valorizar-se jogando. Nós percebemos isso e aceitámos. O Fran é um jogador que preenche os requisitos que nós procurávamos. É um “8” que nos estava a faltar no plantel. É um jogador que já conhecemos, que tem características interessantes.












