
CIM e CMC fazem translocação de lampreias adultas no rio Mondego
A Câmara Municipal (CM) de Coimbra e a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra realizaram, na passada quarta-feira a segunda ação de translocação de lampreias adultas para “santuários” a montante da Ponte Açude. Esta ação tem como principal objetivo preservar as larvas desta espécie, cada vez menos presente no rio, confirma a CIM Região de Coimbra em comunicado.
Esta iniciativa decorreu, de acordo com o mesmo documento, no âmbito do programa europeu DALIA, destinado à reabilitação de ecossistemas aquáticos, tendo contado com a presença do vereador do Ambiente e Sustentabilidade da CM de Coimbra, Carlos Matias Lopes.
O projeto, que começou no passado mês de março, contou com financiamento de fundos europeus e um orçamento de 100 mil euros, sendo a previsão que seja executado ao longo de dois anos, até março de 2027.
No fundo, o principal objetivo desta ação é poder «contrariar a perda de população de lampreia no Mondego, depois de 2024 ter sido o ano com o menor efetivo de lampreias no rio, desde que há registos».
De acordo com comunicado da CIM Região de Coimbra, «este projeto pretende recuperar a população de lampreia marinha no Mondego, através da implementação de uma solução inovadora para a recuperação do ecossistema ribeirinho».
Pretende-se, por isso, fazer uma translocação anual de 500 a 1.000 lampreias adultas para locais selecionados a montante do rio.
Outro os propósitos deste programa é também que venham a ser identificados os pontos críticos larvares para proteção de habitats e avaliação de medidas de conservação, os chamados “santuários”.
A ideia é fazer o envolvimento e sensibilizar as partes interessadas em locais de conservação e, ainda, trabalhar-se na elaboração de Orientações para a Gestão Sustentável, com políticas e legislação adaptáveis a outras bacias hidrográficas nacionais e internacionais.
Objetivo é a translocação de 500 a 1.000 lampreias por ano
Este projeto deverá ser executado durante dois anos, até março de 2027, sendo
o objetivo conseguir fazer uma translação anual de 500 a 1.000 lampreias adultas
para locais selecionados a montante do rio Mondego.











