
“Ganhar com a camisola do Sporting foi uma grande alegria para mim”

Diário de Coimbra | O Mário Teixeira é recordista da Légua Diário de Coimbra. O que recorda da sua primeira conquista?
Mário Teixeira Não recordo muitas coisas dessa prova em específico, lembro sim que a Légua era uma prova mítica do panorama desportivo de Coimbra, nomeadamente no atletismo e a participação era inevitável. Fazendo parte deste rol de provas importantes, ainda era o Inatel que organizava em conjunto com o Diário de Coimbra, era inevitável que eu participasse. Depois foram essas sete vitórias e muitos anos de atletismo. Agora da primeira, não me recordo assim tão bem porque foi há mais de 25 anos.
Há alguma vitória que tenha tido um sabor especial?
Talvez a primeira que ganhei com a camisola do Sporting. Um clube grande, um emblema com grande tradição no atletismo e sentir que uma pessoa da terra, como eu, e ganhar com a camisola do Sporting, por sinal o clube do meu coração, foi uma grande alegria para mim.
José Simões, vencedor da primeira edição, recordou-nos que ao longo do trajeto estava muita gente a acompanhar. Em todas as edições que fez, também sentiu esse carinho do público?
Sim, muita gente a acompanhar, mas também muita gente a participar. Sempre foi uma prova para a qual vinha sempre muita gente fora de Coimbra, bem como todos dos clubes de Coimbra. A Légua era uma grande festa e penso que vai continuar a ser.
Foi um atleta de referência e é agora um treinador que já está a deixar a marca qualitativa no trajeto de vários atletas. Qual é o conselho que nunca falta no discurso para os atletas?
Que eles sigam os objetivos que têm definidos, os conselhos que os treinadores lhes dão, porque tem de haver confiança mútua entre treinador e atleta. É fundamental que haja confiança no processo para que os resultados apareçam. Eu sou um treinador recente, com cerca de oito/nove anos e neste momento, graças a essa confiança e a esse processo que falei tenho um grupo de atletas que estão a despontar para o atletismo nacional e os resultados estão a começar a aparecer neste momento.
E há alguns já preparados para a Légua?
Se calhar, alguns sim. Eles são muito novos, são juvenis e iniciados, mas é uma hipótese. Os juvenis já podem fazer a distância de 5 km e se calhar em ritmo de treino podem acompanhar o treinador.
Até por aí este regresso da Légua pode ser especial, até porque o seu nome é muito acarinhado no atletismo de Coimbra...
Sim, foi como já disse, a Légua era uma prova mítica, ter ganho tantas edições onde havia tanta competitividade, era a minha primeira prova da época e na qual eu aferia o meu grau competitivo nessa fase da preparação. Via quais eram as sensações e se o processo d etreino estava a ser bem conduzido. Depois houve um interregno e ver agora a prova a regressar e ver o empenho do Diário de Coimbra em relançar a prova na base daquilo que era, fico muito contente e muito grato ao Diário de Coimbra por voltar a trazer ao panorama distrital e nacional aquilo que foi a mítica e grande prova que é a Légua.
Está feliz com o crescimento que o atletismo tem registado nos últimos anos em Coimbra?
Estou muito feliz, até porque tenho feito parte deste processo de crescimento. Eu como treinador, como pertencente a um grupo de treino e à comissão técnica da ADAC, fico muito contente com o trabalho que tem vindo a ser feito por todos os clubes, pela ADAC, pelos dirigentes dos clubes e pelos pais dos atletas. Elevar o distrito de Coimbra para quarta grande potência do atletismo nacional com número de atletas inscrito, logo a seguir às grandes potências de Lisboa, Porto e Madeira. Já esta época se bateu o recorde do número de atletas e clubes filiados da época passada. Todos estão de parabéns porque elevaram de novo o atletismo de Coimbra como já foi no passado, atletas que saíram daqui para grandes clubes no passado e outros mais recentes.













