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Sexta-Feira, 3 de Setembro 2010
Escrito por João Henriques   

Sistema vai ser controlado em 2.a esquadra

Protocolo “prende”
videovigilância

A formação dos agentes da PSP terminou na passada segunda-feira. Agora, falta
encontrar uma data para celebrar o “entendimento” entre a autarquia e a polícia

Os agentes da PSP estão formados para operar o sistema de videovigilância. Agora, só falta celebrar o protocolo entre a Câmara Municipal de Coimbra e a PSP. A entrada em funcionamento das 17 câmaras de vídeo, instaladas desde o dia 9 de Novembro no Centro Histórico de Coimbra, está para breve. Aliás, anteontem, o presidente da autarquia entrou em contacto com o Ministério da Administração Interna, com o objectivo de combinar uma data para celebrar o protocolo entre o município de Coimbra e a polícia e, ao mesmo tempo, colocar o sistema em funcionamento.

«Acho que devia ser ainda este ano. Não há nada para que não entre em funcionamento. Considero impreterível que seja este ano», admitiu, ontem, Carlos Encarnação, confirmando ter enviado, «hoje [anteontem], o texto do protocolo para o secretário de Estado [adjunto e da Administração Interna, Conde Rodrigues]». «Estou à espera que me diga alguma coisa», acrescentou o autarca. O Diário de Coimbra tentou obter dados, junto da PSP, que ficará responsável pela utilização e gestão do sistema, comprado e instalado pela Câmara de Coimbra, sobre o seu funcionamento, mas tal não foi possível.

Apesar da formação dos agentes da PSP, segundo o calendarizado, ter terminado na passada segunda-feira, Sidónio Simões, director do Gabinete do Centro Histórico, admitiu ao Diário de Coimbra, que, «caso seja necessário, a empresa pode dar mais tempo de formação do que a inicialmente prevista». Caso seja encontrada uma data disponível na agenda das partes, a videovigilância entrará ainda este mês em funcionamento. O equipamento será gerido a partir de uma central instalada na 2.ª esquadra da PSP de Coimbra, no centro da cidade, à beira do edifício da Câmara.

17 câmaras a funcionar
entre as 21h00 e as 7h00

O sistema, que custou 88 mil euros, menos do que os 150 mil euros previstos inicialmente, vai funcionar entre as 21h00 e as 7h00. As 17 câmaras - «fixas, tipo meia-bola, que vêem em todos os sentidos, ou seja, têm capacidade para captar imagens num ângulo de 360 graus», explicou, anteriormente, Sidónio Simões - foram distribuídas da seguinte forma: 16 na Baixa e uma na Alta de Coimbra.
Destas, 12 foram autorizadas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados para segurança de pessoas e bens, assumindo-se como um meio para dissuadir e combater um certo tipo de criminalidade, sobretudo, os assaltos a estabelecimentos na zona comercial da Baixa. As outras cinco, que se destinam à segurança na via pública e à vigilância do tráfego, foram autorizadas por despacho de José Magalhães, anterior secretário de Estado adjunto e da Administração Interna.

As 12 câmaras autorizadas pela Comissão Nacional de Protecção de Dados foram instaladas no Largo da Portagem, na Rua do Sargento Mor, no Largo da Sota, na Rua da Sota, no Largo das Ameias/Rua do Poço e na Rua das Rãs, assim como na Rua Adelino Veiga, Rua das Padeiras, Rua Simão de Évora, Escola EB1 de S. Bartolomeu/Avenida Fernão de Magalhães, Bota-Abaixo/Largo das Olarias e Rua João Cabreira. Quanto às cinco viabilizadas pelo ex-secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, ficam na Rua dos Coutinhos (junto à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra), no Pátio da Inquisição, no edifício da Câmara de Coimbra (permite vigiar as ruas da Sofia, Olímpio Nicolau Fernandes, Visconde da Luz e parte da Ferreira Borges), na Rua Direita/AMI e na Rua Martins de Carvalho (antiga Rua das Figueirinhas).

 

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