
“Vêm em “bando”, em vez de trazer material para ajudar as pessoas”
Alzira Ruivo é o espelho do desespero após ter visto a passagem da depressão Kristin destruir-lhe uma grande parte do que construiu ao longo da sua vida com o seu marido. Moradora nas Meirinhas, Pombal, critica o facto de os governantes andarem a “passear” pelas zonas afetadas pela tempestade em vez de priorizarem a ajuda às famílias.
«Vêm para aqui em bando, todos, em vez de trazer material para ajudar as pessoas. Tenho um irmão em Lisboa que veio no domingo de propósito para trazer um gerador. Isso é que eles haviam de trazer, para ajudar as pessoas, ou mesmo trazer pessoal», frisou Alzira Ruivo.
"Deviam mandar pessoal de onde não houve tanta destruição, porque existe para aí muita gente sem trabalhar"
«O meu marido, desde ontem, que anda atrás de um rapaz para vir colocar telhas. O primo,que vive em França, ainda começou a efetuar esse trabalho mas começou a fazer vento e já não conseguiu fazer nada», explicou.
«Tenho lá quatro netos e já nem tenho quartos para eles. É triste uma coisa destas. E estas pessoas em vez de trazer material para ajudar as pessoas andam a passear», acusa, sublinhando «sentir-se abandonada».
A moradora ainda não tem eletricidade, apenas um gerador que ajuda a manter a arca da carne. «Porque com quatro netos, o meu irmão veio de Lisboa para trazer algumas coisas», disse, acrescentando «Deviam era mandar pessoal de onde não houve tanta destruição, porque existe para aí muita gente sem trabalhar».












