
“No Natal a solidariedade é muito importante”
O final do ano é sinónimo de campanha solidária do Banco Alimentar. Com o intuito de apoiar pessoas e famílias carenciadas, a entidade junta, ao longo dos meses, grupos de voluntários para promover uma recolha de bens não perecíveis para, posteriormente, entregar a quem necessita.
«Era bom se não estivéssemos aqui, mas enquanto há pessoas para ajudar temos de continuar» menciona Margarida Silva, uma das orientadoras do grupo presente no Alma Shopping. Já com experiência de outros anos, identifica que a campanha de Natal «é sempre muito positiva». «As horas de almoço costumam ser um dos picos e esta não está a desiludir. É o segundo caixote que enchemos apenas numa manhã, e isso é de louvar».
Com rasgados elogios às pessoas que visitaram os supermercados, mas com foco no CoimbraShopping (onde se encontravam), e escolheram apoiar a causa, as jovens orientadoras Sara Garrelhas e Rita Ramos destacam alguns pontos importantes destas campanhas. «Os nossos alunos estão aqui muito felizes e satisfeitos com a adesão. As pessoas estão a oferecer imenso e estão a perceber a importância de ajudar», refere Sara que sublinha «os anos logo após o covid foram mais difíceis, mas este ano senti maior abertura para as doações».
“Está a ser surreal. Há sempre pessoas a chegar e a querer ajudar, é uma sensação incrível” contam os jovens voluntários nos locais de recolha
Por sua vez, Rita contou que as caras «mais jovens» acabam por “atrair” mais pessoas. «Temos aqui jovens entre desde os 10 ou 11 anos a ajudar, o que também mostra uma consciência social muito grande».
Do lado dos voluntários mais jovens, Benedita Veloso, de 15 anos, sublinha o «gosto» do primeiro ano a ajudar. «Fico muito feliz por ver as pessoas interessadas em contribuir para ajudar os mais necessitados», conta, não deixando de lado a importância (quase) “profissional” onde ganha «experiência a falar com pessoas» e perde a «vergonha».
Satisfeita com a quantidade de contributos já feitos (em apenas uma manhã), Maria Abrantes, também de 15 anos, explica que foi quase com «surpresa» que viu os donativos. «Sabia que as pessoas estavam dispostas a ajudar, mas não imaginava que havia tantas pessoas prontas a contribuir. Está a ser bom perceber que as pessoas são simpáticas e têm mesmo interesse em ajudar os outros».
Ainda em serviços de voluntariado, Guilherme Silva e António Oliveira, ambos de 15 anos, garantem que a experiência é «incrível» e que se surpreenderam pela «quantidade enorme» de comida reunida. «É surreal. Há sempre pessoas a chegar e a querer ajudar, é mesmo uma sensação incrível», refletem.
A campanha continua hoje, no horário de cada supermercado aderente.

Ação social é independente de nacionalidade
Para contornar as dificuldades linguísticas, os voluntários apoiam da forma que conseguem, nem que seja com um sorriso e um “obrigado” entusiasmado
Eva Pop e Edie Kopec são duas jovens alunas internacionais do Colégio São José. Pouco falam ou entendem de português, mas quando souberam da possibilidade de ajudar, aceitaram sem dúvidas.
«Por vezes é difícil encontrar pessoas para virem para aqui, mas estes jovens aceitaram o convite sem demoras», conta a orientadora Margarida Silva.
Em Portugal há um ano e vinda da Hungria, Eva Pop tem 16 anos e ainda tem dificuldades no português, mas «os costumes» e a «vivência» já lhe sabem a “casa”. «Foi muito fácil ambientar-me a Portugal e gosto muito de aqui estar. É importante participar nestes momentos e ser voluntária, vejo que as pessoas gostam de ajudar e está a ser um grande sucesso, principalmente agora que estamos no natal», conta.
Por sua vez, Edie Kopec já está em terras lusas há dois anos, vinda dos Estados Unidos da América, e já percebe português, apenas não domina a língua. «Viver aqui deixa-me muito feliz. É muito calmo e as pessoas são simpáticas e dadas, é diferente de onde eu vivia. Esta é, definitivamente, uma nova experiência e que quero repetir. Está a ser um sucesso» indicou a jovem de 15 anos.









