
Dia de emoções na visita dos utentes à nova casa da ARCIL
Ainda é só um edifício, praticamente concluído, mas em breve será uma casa que vai acolher 30 utentes da ARCIL - Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã. E já que o lar é para os utentes, nada melhor que levá-los a conhecer o espaço para onde em breve levarão todos os seus pertences, fazendo dele a sua morada oficial. E foi precisamente essa experiência que a ARCIL quis proporcionar aos futuros moradores do Lar Residencial, levando-os numa visita pelas obras praticamente concluídas. O resultado foi surpreendente: um momento de emoção demonstrado pelos utentes quando finalmente conheceram aquela que será a nova casa.
«Mais do que uma visita, este foi um momento carregado de significado emocional para os residente, famílias e profissionais da instituição. A cada passo pelos novos espaços tornou-se evidente a expectativa em torno de um equipamento que proporcionará melhores condições de conforto, acessibilidade, bem-estar e autonomia», refere a ARCIL.
Esta primeira visita que permitiu explorar os quartos, as salas comuns e restantes áreas do edifício, realizada há poucos dias, representa o início de um novo capítulo na vida da instituição que há muito identificou com urgente a construção de raíz de um novo lar, tendo em conta que o existente está instalado há cerca de 30 anos num edifício antigo, arrendado, composto por apartamentos que tiveram de ser adaptados para que, dentro do possível, cumprissem a sua missão de lar.
Nelson Tiago, diretor da ARCIL, acredita que a mudança em definitivo aconteça nas próximas semanas, tendo em conta que, nesta altura, a obra física está feita e a abertura do lar depende apenas de algumas questões burocráticas.
Esta primeira visita que permitiu explorar os quartos, as salas comuns e restantes áreas do edifício, realizada há poucos dias, representa o início de um novo capítulo na vida da instituição que há muito identificou com urgente a construção de raíz de um novo lar
«Eles [utentes] estão super satisfeitos, super ansiosos para se poderem mudar porque percebem que vão ter um lar», comenta.
O objetivo não é que o espaço seja um regime fechado para os 30 utentes que o vão habitar, muito pelo contrário, pretende-se que a nova morada seja o mais possível para a noite, o que significa que durante o dia eles estão ocupados nas suas atividades, quer no CACI da ARCIL, quer a trabalhar nas empresas da instituição ou outras da comunidade. «Para nós é fundamental que eles ao longo do dia estejam inseridos na comunidade», explica Nelson Tiago.
O novo Lar Residencial representa um investimento de 1,6 milhões de euros, com finamento do programa PARES que não vai além dos 900 mil euros, o que representa um esforço financeiro pesado por parte da instituição, que espera contar com apoio da comunidade e de entidades locais, nomeadamente a Câmara Municipal da Lousã, para fazer frente a este desafio.
O espaço vai acolher 30 residentes, dos quais 24 transitam das atuais instalações e seis serão novos moradores, que já estão sinalizados tendo em conta que, segundo Nelson Tiago, a instituição tem lista de espera «bastante grande».











