
Ministro da Educação garante controlo do processo de correção de exames
O ministro da Educação, Ciência e Inovação garantiu hoje em Coimbra que o processo de correção de exames nacionais está controlado e estimou que o número de provas corrigidas supera já os 75%, apelando à tranquilidade.
“Eu percebo que a perturbação inicial tenha gerado alguma ansiedade, mas nós temos processos controlados, estão milhares de pessoas a trabalhar. Neste momento, das provas distribuídas, os números estão sempre a subir, mas vai certamente já acima dos 75%”, afirmou Fernando Alexandre à margem da inauguração das obras de renovação da Residência R2 do Instituto Politécnico de Coimbra, em São Martinho do Bispo.
Em declarações aos jornalistas, o ministro disse que os professores “estão a corrigir as provas muito rapidamente, porque este modelo é muito mais eficiente” e que “há muitas provas que estão distribuídas que ainda precisam de correções, porque foram distribuídas na fase inicial e tinham erros”.
“Estamos a fazer, com o apoio técnico que está a ser dado, a garantia de que esses erros são todos eliminados”, acrescentou.
Fernando Alexandre sublinhou ainda que os alunos, tal como os professores, “vão ter a possibilidade, pela primeira vez, de verificarem que a prova que fizeram é aquela que foi corrigida, com as correções”, que podem ser consultadas, e, “por isso, não há forma mais transparente de garantir a validade das notas”.
“Há um pequeno atraso, estamos a falar de três dias, de 14 para 17 [de julho], é na mesma semana. Pode ter causado alguma perturbação na vida de algumas pessoas, mas foi uma decisão que eu tomei. Politicamente, pareceu-me que reduzir, nem que fossem dois dias, o prazo de avaliação que os professores tinham para corrigir era estar, isso sim, a poder, de alguma forma, por em causa o rigor da avaliação. Sou professor e sei que a avaliação também precisa do seu tempo”, disse.
De acordo com Fernando Alexandre, o Governo está a “procurar garantir o tempo necessário para essa avaliação”.
Questionado sobre os relatos de perguntas a serem corrigidas duas vezes, o ministro da Educação indicou que “estão identificadas questões que têm erros e que vão ser retiradas”, apontando ser uma vantagem do digital.
“Tem riscos que nós estamos a viver e a ultrapassar, mas também nos dá os mecanismos de controlo. Por isso, tranquilidade. E peço mesmo isto porque são milhares de pessoas muito comprometidas em garantir que, mais uma vez, a avaliação vai decorrer com o rigor que tem que decorrer, porque não há alternativa”, concluiu.









