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55 obras para ver nas Galerias da Casa do Artista de Góis

A 30.ª edição da Mostra Internacional de Arte, subordinada ao tema “Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram”, está à espera de visitantes até final deste mês.

Se é apreciador de arte não vai, certamente, querer perder a Mostra Internacional de Arte, patente nas Galerias da Casa do Artista, em Góis, até ao final do corrente mês! Falamos da 30.ª edição do Góis Oroso Arte, subordinada ao tema “Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram”, cuja exposição é composta por 55 obras, distribuídas por cinco categorias (fotografia, pintura, escultura, instalação e cartelaria), em representação de sete países, (Portugal, Espanha, Hungria, Brasil, Rússia, Bélgica e Estados Unidos da América).

A inauguração do certame, (que tem como parceiro, desde o ano de 2007, o Município de Oroso, em Galiza, Espanha, presidido atualmente pelo Alcaide Alex Doval), teve lugar anteontem, numa sessão que decorreu no auditório da Casa Municipal da Cultura e que contou com alguns apontamentos artísticos. Iniciou, desde logo, com um vídeo, que mostrava os trabalhos efetuados pelos jovens (quer de Góis, quer de Oroso) que participaram durante a semana numa Residência Artística, para em seguida Inês Falafogo nos presentear com dois poemas da sua autoria, terminando com um momento musical, protagonizado por quatro jovens de Oroso.

«É com enorme satisfação que vos dou as boas-vindas à cerimónia de abertura da 30.ª edição do Góis Oroso Arte, um momento muito especial para o nosso concelho e para todas as pessoas que, ao longo de três décadas, contribuíram para fazer deste evento uma referência no panorama cultural», começou por dizer Rui Sampaio, na sua intervenção, após termos escutado Nuno Baeta, presidente da Assembleia Municipal de Góis, Rafael Ambel, curador da exposição internacional e Alex Doval, Alcaide de Oroso.

Aludindo à génese do certame, o presidente da Câmara de Góis, recordou que nasceu há 30 anos, sob o lema “A Arte do Homem Celebra a Arte da Natureza”, um princípio que, sublinhou, «continua a definir a identidade deste certame». Entrementes, ao longo dos anos, evidenciou, «Góis abriu as suas portas a artistas de diferentes origens, promovendo o encontro entre a criação artística, a comunidade e a riqueza natural que caracteriza este território».

Para o autarca social-democrata, «mais do que uma exposição, o Góis Oroso Arte é um espaço de partilha, diálogo e descoberta. É um evento que aproxima pessoas, desperta novas formas de olhar para a arte e reforça a convicção de que a cultura é um fator essencial de desenvolvimento, coesão e valorização do território», lembrando que é um caminho percorrido com o Município de Oroso desde 2007, assumindo a designação de Góis Oroso Arte, desde 2011.

«Esta colaboração é um exemplo de como a cultura pode fortalecer os laços entre comunidades e aproximar dois povos unidos pela amizade, pela cooperação e pela vontade de construir projetos comuns», asseverou, para em seguida, se referir à temática do certame, “Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram”. Dois elementos «aparentemente opostos, mas profundamente complementares. A água representa a serenidade, a vida e a capacidade de adaptação. O fogo simboliza a energia, a transformação e a renovação», referiu, frisando que em Góis «conhecemos bem a força destes elementos. Eles fazem parte da nossa paisagem, da nossa história e da nossa identidade». «É precisamente deste diálogo entre equilíbrio e mudança que nasce o desafio lançado aos/às artistas, convidando-os/as a interpretar o território através da sua criatividade e sensibilidade», acrescentou.

"Esta colaboração é um exemplo de como a cultura pode fortalecer os laços entre comunidades e aproximar dois povos unidos pela amizade"

Prosseguindo, Rui Sampaio aludiu ao programa agendado para o fim de semana, uma vez que a exposição está patente até ao final do mês, mas o certame em si, termina hoje, com um vasto programa, constituído, como o autarca esclareceu, por arte ao vivo e «momentos musicais de grande qualidade». Com efeito, no dia de abertura, atuou no Terraço da Casa da Cultura de Góis o grupo BrassFreakers e ontem, já no auditório da Casa da Cultura, teve lugar o concerto do grupo Segue-me à Capela. Hoje à noite, no mesmo local, decorrerá um concerto com Beatriz Rosário.

«Vivemos tempos em que a cultura assume um papel cada vez mais importante na construção de comunidades mais criativas, mais participativas e mais solidárias. A arte tem a capacidade de nos fazer refletir, de aproximar pessoas e de criar pontes entre diferentes culturas, sensibilidades e gerações», declarou o edil, partilhando que «é esta a visão que continuamos a defender em Góis: um concelho que valoriza o seu património natural e cultural, que aposta na cooperação internacional e que acredita que investir na cultura é investir no futuro».

«Desejo que esta edição do Góis Oroso Arte seja um espaço de encontro, de inspiração e de partilha, onde artistas, residentes e visitantes possam descobrir novas perspetivas e viver plenamente a experiência que preparámos para todos», vaticinou ao concluir, para, em seguida, se dirigir, conjuntamente com todos os presentes, para as Galerias da Casa do Artista, onde foi inaugurada a Mostra Internacional de Arte.

Julho 12, 2026 . 11:30

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