
Miranda do Corvo quer ser laboratório vivo de boas práticas para a família
É uma mudança de paradigma no que se refere às políticas públicas de desenvolvimento dos territórios de baixa densidade.
Uma autêntica revolução que Miranda do Corvo se prepara para realizar e o “pontapé de saída” está a ser dado hoje, com a conferência Miranda Family Lab, que decorre na casa Amarela.
José Miguel Ramos Ferreira, presidente da Câmara, apresentou as linhas mestras do projeto, que, em síntese, representa uma reação aos problemas de perda demográfica e empobrecimento económico
Trata-se de, em parceria com um conjunto de entidades, nomeadamente a Universidade de Coimbra, o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Superior Miguel Torga e a Universidade Católica, procurar soluções, trazer o conhecimento para o terreno e testar essas boas práticas num «laboratório vivo».
Um projeto que conta com a colaboração de todos, a começar pelos técnicos da Câmara Municipal, dinamizadora do projeto, e que se estende à população.
Uma reflexão conjunta que começa a ganhar forma. Um exemplo pioneiro no país e a nível europeu cujo sucesso, sublinhou o autarca, pode ser replicado noutros concelhos, igualmente de baixa densidade, e que à semelhança do projeto assumido por Miranda do Corvo, queira ter a ambição de ser casa para as famílias.
Há passos que já foram dados, explicou o autarca, que apontou o exemplo do horário e funcionamento das escolas, desde as 7h30 da manhã às 19h00.
Uma medida recente, a que se juntam outras, algumas já herdadas de anteriores executivos, como o apoio à natalidade, um renovado programa de férias escolares que vai começar agora e, até setembro, abranger todas as crianças e jovens do concelho. Bolsas de estudos para todos os alunos com mérito escolar, também a implementar a partir de agora, ou todas as demarches que têm sido feitas, junto da população sénior do concelho, em todas as aldeias, de combate ao isolamento.
José Miguel Ramos Ferreira acredita que hoje se está a dar «um passo marcante que pode transformar Miranda do Corvo e inspirar outros municípios».
Dentro de um ano, os parceiros voltam a reunir-se, para uma segunda conversa, onde se pretende fazer uma análise crítica do que foi feito e acrescentar valor às políticas públicas destinadas à família.
Tudo porque se entende que, num território como Miranda do Corvo, se criarem condições de excelência para viver em família, naturalmente isso será um catalisador para atrair pessoas, atrair investimento, empresa e postos de trabalho e conseguir um efetivo desenvolvimento sustentável e promover a coesão territorial.












