
EUA suspendem sanções à Venezuela para facilitar ajuda após sismos
Os Estados Unidos suspenderam por quatro meses as sanções económicas contra a Venezuela para facilitar as operações de socorro no país, atingido por dois sismos consecutivos na quarta-feira.
De acordo com uma autorização publicada pelo Departamento do Tesouro norte-americano, "todas as transações relacionadas com as operações de socorro decorrentes do sismo na Venezuela, que de outra forma seriam proibidas" pelas sanções, "estão autorizadas" até 23 de outubro.
Washington tinha imposto um forte cerco de sanções económicas à Venezuela, especialmente desde 2019.
Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 20 réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira.
As autoridades em Caracas reportam pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos como resultado dos sismos.
A ajuda internacional começou a chegar ao país, onde a economia está em crise há vários anos e cuja população é de quase 30 milhões de habitantes.
Equipas do Chile, Colômbia, El Salvador, Itália, México, Suíça e Estados Unidos já estão na Venezuela, segundo o Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.
Outros grupos provenientes do Reino Unido, República Checa, Equador, França, Alemanha, Jordânia, Países Baixos, Qatar e Espanha estão a ser mobilizados, conforme a mesma fonte.
Portugal anunciou que deverá enviar uma equipa composta por 27 elementos da GNR, 15 do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, 10 do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou que pelo menos nove portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos.












