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“Lixar o Lixo” é objetivo da APA para a comunidade

“Camião” itinerante está em Coimbra para alertar sobre o quão importante é reciclar, principalmente no que toca aos “biorresíduos”

A reciclagem é, cada vez mais, um passo importante a dar em todas as casas. Com a implementação do Sistema de Depósito e Reembolso de Embalagens, o “Volta”, as atenções voltaram-se, de novo, para o tema e, para garantir uma atenção redobrada para os vários tipos de reciclagem existentes, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) desenvolveu uma nova iniciativa para alertar a população e, ainda, as câmaras municipais.
«Neste momento conseguimos capturar cerca de 14% dos biorresíduos, queremos chegar, até 2030, aos 60%, temos um longo caminho pela frente», explicou Ana Cristina Carrola, vogal do conselho diretivo da APA. Segundo a especialista, os dados atuais revelam que mais de 50% dos biorresíduos acabam perdidos em situação de aterro sanitário, tornando-se inutilizáveis. «Todo o valor que poderia ser retirado deste recurso, fica enterrado», contou.
Este tipo de “lixo” acaba, pelo que Ana Cristina Carrola elaborou, junto dos resíduos domésticos, tornando-se impossível de salvar e de o transformar em material «útil». «Os biorresíduos têm uma grande utilidade, podem ser reutilizados de várias formas [por exemplo, para combustível] e sem serem separados acabam com um ciclo de vida muito curto». De modo a garantir que este ciclo aumenta, em primeiro lugar, é preciso explicar e informar a população de como o separar e, sobretudo, o que é.
«Os biorresíduos são, por exemplo, os alimentos que não comemos, como cascas de amendoins, de laranja, os restos de pão, mas também as folhas dos nossos jardins e a relva cortada», destacou Paulo Mansilha, um dos técnicos presentes no “camião” itinerante da APA que chegou ontem a Coimbra e que, até domingo, se encontra a informar a comunidade na Praça da República. «Para que se possa utilizar este recurso, é necessário fazer a sua separação para o caixote castanho, que é o que queremos alertar e ajudar a mostrar às pessoas qual a sua importância», revelou o jovem.
Para garantir que chega a mais pessoas, o “roadshow” da APA vai andar por vários locais do país. Aveiro, Braga, Castelo Branco, Évora e Portimão são as próximas paragens, para garantir que cada distrito se encontra informado não só do que são os biorresíduos, mas também de como pedir o caixote castanho ao seu município. «Já há 200 municípios com esta oferta e queremos que continue a aumentar», afirmou.

“Roadshow” com atividades e brindes para os mais novos

O foco da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) é, em primeira instância, formar a comunidade para mudar os hábitos de hoje e evoluir a sociedade de amanhã. Para isso, uma das formas encontradas foi a dinamização de pequenos jogos e desafios para os mais pequenos.
«Temos um conjunto de jogos, atividades e brindes para que possam vir aqui conhecer e desafiar-se», explica Paulo Mansilha, um dos responsáveis presentes no “roadshow” da APA. «Se as crianças tiverem este conhecimento e se habituarem a fazer esta separação, então vamos mudar», admitiu o jovem, confiante de que o futuro vai trazer alterações.
Esta, porém, é já a segunda fase de uma iniciativa que procura, ainda, alertar para o excesso de consumo e a “falta de atenção” na separação de resíduos. «Muitas casas ainda não fazem a reciclagem na origem, ou seja, não permitem que os resíduos sejam valorizados», indicou Ana Cristina Carrola, vogal do conselho diretivo da APA, ao Diário de Coimbra.
Com as atividades no terreno e junto das várias faixas etárias, espera-se que cada vez mais pessoas adiram ao caixote castanho e possam «gradualmente» fazer «uma mudança importante» que pode significar a valorização de um recurso que, atualmente se encontra «perdido» pela falta de conhecimento.

 

Roadshow Da Apa Em Coimbra
Junho 20, 2026 . 09:15

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