
Ministro da Administração Interna alerta para risco de incêndios e proíbe balões no São João
O ministro da Administração Interna apelou a evitar comportamentos de risco de incêndio nos próximos dias, devido às elevadas temperaturas previstas e condições climáticas adversas. Entre as proibições está o lançamento dos tradicionais balões de mecha acesa durante as festas do São João.
Luís Neves, em conferência de imprensa em Carnaxide, Oeiras, alertou que as temperaturas poderão variar entre 30 e 40 graus ou superiores, especialmente no interior do país e no Alentejo, com humidade muito baixa, ventos entre 30 e 40 quilómetros por hora e possibilidade de trovoadas secas, sobretudo no Norte e interior do país.
O Governo espera obter informação mais detalhada ainda hoje ou na sexta-feira sobre o perigo de incêndio rural (PIR) para tomar decisões adequadas. "Eu quero dizer que se a informação que viermos a ter relativamente a este PIR for grave, tomaremos decisões drásticas, do ponto de vista de um alerta e tomada de uma medida interministerial", afirmou o ministro, referindo a possibilidade de despacho conjunto de vários membros do Governo.
Independentemente destas decisões, Luís Neves indicou que comportamentos como a utilização de maquinaria agrícola como roçadoras de discos, a realização de queimas e queimadas e o uso de fogos-de-artifício em festas tradicionais, incluindo balões de mecha acesa, devem ser evitados. "O que nós dizemos aos cidadãos e aos autarcas é, por favor, não utilizem estes instrumentos. Estão a pôr em causa a vida das pessoas, o património das pessoas", apelou, pedindo ainda vigilância ativa e denúncia de comportamentos de risco.
O ministro destacou que este ano já foram detidas mais de 120 pessoas por originarem incêndios, sendo dois terços por condutas negligentes, contra 155 detidos em todo o ano anterior.
Luís Neves informou que deu "instruções expressas" ao Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), presente em Leiria numa vertente preventiva, para passar a atuar no combate caso as condições se agravem.
Garantiu ainda que o combate aos fogos não sofrerá limitações financeiras este ano. "Não será por qualquer constrangimento financeiro, por mais mínimo que seja, que o combate aos incêndios e aos focos florestais deixará de ser feito com todas as condições", afirmou.
O ministro sublinhou que a população deve preparar-se para um verão com temperaturas elevadas, num contexto em que ainda não foi possível limpar todos os terrenos afetados pelas tempestades de janeiro e início de fevereiro.
Na área da saúde, Luís Neves adiantou que é previsível um aumento da mortalidade devido ao calor, pelo que apelou às famílias dos mais idosos e população vulnerável para que tomem cuidados especiais de proteção. "A área da saúde está preparada [para], se de facto as condições climatéricas vierem a ser extremas, encontrar espaços preparados para receber as pessoas que infelizmente não têm condições de habitabilidade, para poderem estar resguardadas destas ondas de calor", afirmou.
O ministro participou numa reunião extraordinária do Centro Coordenador Operacional Nacional (CCON) com as autoridades nacionais de proteção e socorro, realizada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.












