
Folques perpetua memória de Carlos Maia Teixeira
Carlos Maia Teixeira, médico, político e poeta, falecido em janeiro do ano passado, tem agora um memorial no Largo do Terreiro em Folques.
A inauguração deste monumento (de autoria do arquiteto Jorge Gonçalves), fez parte de uma homenagem póstuma, organizada pela Editorial Moura Pinto, em parceria com a Junta de Freguesia de Folques, após o descerramento de uma placa na sua residência.
«Esta placa que hoje descerramos é muito mais do que um marco na fachada desta casa. É o testemunho eterno de respeito, da admiração e da profunda gratidão pelo homem pelo profissional que aqui viveu» afirmou, na ocasião, Paulo Batista, presidente da Junta de Freguesia de Folques.
Antes, teve lugar uma cerimónia na sede da Junta de Freguesia, em que as intervenções foram intercaladas com momentos musicais, a cargo de Armando Almeida, na voz e Fernando Ribeiro na guitarra, bem como com um momento de poesia, com a interpretação do poema “Trova do Vento que Passa” de Manuel Alegre por Bigorna.
Abriu a sessão Filipe Manuel Costa, presidente da direção da Editorial Moura Pinto, que entregou à filha do homenageado, Raquel Teixeira, um diploma de sócio de mérito no nome do médico e um livro sobre o Mosteiro de Folques ao presidente da Junta de Freguesia de Folques e ao jornalista António César Ventura, que falou sobre a vida do médico.
«Procurando agir numa sociedade de atores e não apenas de espetadores, o Dr. Carlos Maia Teixeira foi um dos que lutou para fazer chegar a luz a muitos espíritos, combatendo assim, a indiferença cívica, que faz do obscurantismo uma autêntica pandemia social», afirmou o jornalista e amigo do médico.
Já Paulo Batista, evidenciou que a ligação do médico a Folques «é motivo de orgulho para toda a comunidade», declarando que «o seu legado, construído com dedicação, talento e altruísmo, permanecerá vivo na memória coletiva e continuará a inspirar as gerações vindouras».
Em representação da família interveio Raquel Teixeira, que dirigiu o seu texto ao pai, «um exemplo de dedicação e alma».
«A tua generosidade nunca se esgotou nas paredes da nossa casa. Como médico cuidaste da comunidade com uma dedicação rara, e como cidadão lutaste sempre pela tua terra escolhida, por valores maiores e por tudo o que este Dia de Portugal representa», referiu.
Encerrou as intervenções, Luís Paulo Costa que destacou no médico a «entrega ao outro e, sempre que possível, curando a doença«, considerando que «há pessoas que apesar da morte perpetuam o seu legado e tornam-se imortais», como o médico Carlos Maia Teixeira, que «deixou uma marca indelével».
O presidente da Câmara de Arganil, frisou ainda que «a presença de tantos amigos na homenagem, significa que o Dr. Teixeira está ainda bem presente na vida de todos», afirmando que o facto de uma pessoa ser relembrada mesmo depois de partir «marca a sua imortalidade e isso é um passo que nem todos conseguem conquistar».











