
Casa cheia na celebração de meio século de associativismo da ARCB
A Associação Recreativa da Casa Branca (ARCB), coletividade de Coimbra conhecida pelos bons petiscos e grande oferta de atividades desportivas e culturais, celebrou ontem meio século de existência, com um almoço que reuniu uma moldura humana e contou com homenagens aos fundadores.
O programa de comemorações, que se estende até ao final do ano, é o mais «especial» possível, conforme explicou o presidente da ARCB.
Prova disso mesmo foram as 130 pessoas que compareceram ao almoço comemorativo dos 50 anos da associação e que, segundo João Santos, só não foram mais devido aos condicionamentos do espaço.
Para o responsável, o completar de meio século da coletividade tem um grande significado e é o resultado do esforço, dedicação e do trabalho desenvolvido ao longo dos anos, tudo também graças à ajuda e à iniciativa das pessoas.
«Dinamizámos esta iniciativa para recordar os tempos de nascimento da associação», evidenciou João Santos, revelando que foram várias as “caras conhecidas” que regressaram para “matar saudades” e marcar presença na refeição, desde os jovens do ténis de mesa, à juventude dos jogos de Coimbra e da natação.
O presidente da associação recordou tempos antigos, em que era costume a população encontrar-se nas instalações da coletividade, partilhando as conquistas e roupas novas e colocando a conversa em dia, ritual que, de acordo com o dirigente, foi se perdendo.
«Cada vez menos as pessoas participam nas coletividades. Hoje em dia, a internet substituiu e esta associação, graças a Deus, continua a trabalhar muito bem e com gente que continua com iniciativa», observou João Santos.
Com um “pé firme” na continuação das atividades, a Associação Recreativa da Casa Branca tem um papel central na formação dos jovens, quer no desporto, com o ténis de mesa, a dança e a ginástica, quer na cultura, de que é exemplo a Quarentuna, que realiza os seus ensaios e festa anual nas instalações da coletividade.
Além disso, a «casa» é ainda conhecida «pelos melhores petiscos de Coimbra», de acordo com João Santos, que faz parte da associação há 19 anos.
«Orgulho-me em fazer parte deste processo», rematou o responsável pela ARCB.
A admiração e felicidade pelo percurso e feitos realizados foi notória também em Ramiro Santiago, um dos fundadores da associação, que explicou ao nosso jornal que tudo começou com uma brincadeira que “rapidamente” se tornou forte atrativo para a juventude.
Para o sócio número um da ARCB, o balanço é positivo e há momentos marcantes que ficam na memória da associação.
O primeiro foi quando realizaram a cobertura das instalações, mesmo sem terem a totalidade dos fundos.
«Nós não tínhamos um centavo. Assinámos umas letras e fizemos isto. Quatro meses depois conseguimos arranjar os 860 contos com bailaricos», contou.
Outro dos acontecimentos foi com a passagem oficial do espaço legalizado para a Associação Recreativa da Casa Branca.












