
"Brasa" não impede "manta de nações" de se unir em Montemor
Nas águas do rio Mondego não há tempo para guerras. Só há tempo para pagaiadas de classe mundial. A guerra é só a que se faz para o barco rasgar o mais rapidamente possível o leito mondeguino que se empresta como pista no Centro Náutico de Montemor-o-Velho ao Campeonato da Europa de Canoagem que decorre até amanhã e acolhe uma “manta de nações”: 39 no total.
O “plano de água” é sempre aquele que chama mais a atenção de todos os que ali se dirigem nestes dias. Porém, com a “brasa”, leia-se muito calor, que se faz sentir, também qualquer sombra serve como “chamariz” para o público. Mas já há quem venha mais preparado. Chapéus maiores, chapéus de praia e outros objetos também emprestam cor à plateia para lá das bandeiras coloridas que o forte vento também vai abanando sem fim.
De muito longe e de um local, certamente, mais frio, veio Thomas Thorbjorn, pai do atleta Rask. Vieram da Dinamarca e era um dos que tentavam abrigar-se da “brasa”. «A competição tem tido alto nível e sido muito rápida. Esperava que o meu filho estivesse em duas finais A e já conseguiu, portanto estamos felizes. A organização tem sido muito boa e já deu para visitar um pouco e conhecer o meio», partilhou Thomas enquanto ia tentando vislumbrar o filho.
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