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História viva que cativa famílias num passeio pela vila templária

Durante três dias, vila regressou ao tempo medieval e celebrou a identidade histórica do concelho. Hoje ainda há múltiplas propostas para aproveitar nesta viagem ao passado

Se hoje se cruzar com uma escaramuça de rua e lutas de esgrima, ao mesmo tempo que se servem verdadeiros repastos típicos dos séculos XII e XIII confecionados em panelas de ferro e servidos em louça de barro, é certo que está em plena Vila Templária de Soure. Ontem, entre as várias propostas que “transportaram” os visitantes aos tempos medievais, o cortejo noturno, cavaleiros com tochas, estandartes, armaduras e bandeiras templárias “tomaram conta” das ruas num dos momentos mais aguardados da iniciativa que revive “A Conquista”.
Numa organização do Município de Soure, Origem Templária - Soure, que teve início na sexta-feira, ocupando o castelo e a zona histórica, tem conquistado a atenção de visitantes, não só da região, mas também de origens mais distantes.
Tomar, cidade igualmente templária, conta com uma forte representação no evento e quem não podia faltar é Morga Ana, da Associação Thomar Honoris, coletividade que apresenta diversas recriações, experiências e momentos de animação.
Na cozinha histórica, Morga Ana faz questão de explicar a quem visita a banca como era a alimentação nos séculos XII e XIII, quando ainda não existiam no nosso país batatas ou feijões. Revela alguns segredos ancestrais e dá a provar o pão ázimo, temperado com azeite, alho e alecrim.
Na “Taverna Templária”, ainda no campo da gastronomia, as 10 freguesias do concelho esmeram-se na apresentação de ementas que recriam refeições da época, com caldo do lavrador, sopa da pedra, ossos do guerreiro, chanfana, petinga, chouriço na brasa, morcela do fumeiro, pataniscas, entre outras iguarias que nunca passam de moda.
De Miranda do Corvo também chegaram “cousas para comer” e, por ali, conta Cláudia Quaresma, o destaque vai mesmo para a sopa da pedra, mas não falta o caldo verde, pernil ou a típica bifana.
O evento Origem Templária destaca-se também pelas manifestações culturais de danças e cantares. Igualmente de Tomar, o grupo Trebaruna e o grupo Párias (infantil) brindaram os visitantes com danças históricas, mas, por ali, também estiveram “às voltas” a fazer novelos de lã para o tear.
Visitar a vila templária é ainda a oportunidade de testar a pontaria com o tiro ao alvo, observar de perto as aves de rapina ou participar em oficinas de saberes medievais. Há também a exposição “...E de armas se fez um reino”, com a apresentação de «armas e equipamentos que acompanharam os primeiros passos da nossa nacionalidade», das espadas aos escudos, dos elmos às técnicas.
Hoje é o terceiro e último dia de Vila Templária, com atividades até às 22h00.

Junho 7, 2026 . 09:20

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