
“Talento e conhecimento serão cada vez mais o centro” do desenvolvimento
«A qualificação e a ciência têm de ser a base de qualquer estratégia de desenvolvimento» e a região de Coimbra, com «o enorme potencial» de que dispõe, também ao nível de educação e da inovação, está no caminho que pode ser referência no país, defendeu, ontem, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, na primeira conferência da 4.ª edição da Startup Capital Summit, que decorreu no Convento, com a presença de mais de mil participantes.
«Não podemos em nenhuma região, e nesta de uma forma muito clara, pensar em melhorar o bem-estar dos cidadãos, conseguirmos atrair mais pessoas qualificadas, tornar esta região mais competitiva, se não colocarmos no centro as instituições de ensino superior e já agora todas as instituições ligadas ao sistema educativo, desde o pré-escolar», defende o governante, satisfeito pela promoção de um evento que mostra como é possível transformar ciência em economia, juntando autarcas, instituições de ensino superior, o Instituto Pedro Nunes e as empresas. É que, reforçou, «com essa visão conjunta é possível tornar a região de Coimbra e também o país mais competitivo», garantindo «mais bem-estar aos cidadãos».
Na conferência “AI² - Mais Ciência, com Mais Impacto”, o ministro deu conta de que a reforma em curso no sistema científico e tecnológico assenta numa «visão em que o talento e o conhecimento serão cada vez mais o centro de todos os projetos de desenvolvimento do país».
«Na forma como pensamos o lugar de Portugal no mundo e na forma como qualificamos as pessoas e geramos conhecimento científico, temos de o fazer sempre, tendo em conta os desafios que a Europa enfrenta. Só seremos relevantes e só teremos mais impacto se formos parte da resolução dos grandes problemas que a União Europeia enfrenta», considera o ministro, referindo a produtividade como um dos pontos críticos e a dependência de outros países em «áreas cruciais», de que a energia é exemplo.

E em matéria de energias renováveis, «Portugal, pela primeira vez na história, tem uma vantagem competitiva», porque tem vento, mar e rio, salientou o governante.
Como referiu, «a inovação será cada vez mais importante e todos os desafios só serão superados se tivermos mais ciência, com mais impacto, ciência que chega à sociedade».
Este ano, a Região Metropolitana de Coimbra junta-se à Câmara Municipal de Coimbra, Universidade de Coimbra e Instituto Pedro Nunes (IPN) na organização do evento, com a presidente Helena Teodósio a salientar que um dos desafios da região «é criar condições» para que o talento formado na região «fique, cresça, invista e ajude a transformar o território num espaço de dinamismo económico e social».
«O nosso papel é criar pontes, dinamizar o ecossistema, encontrar financiamento, aproximar agentes e transformar potencial em concretização», referiu, classificando a Startup Capital Summit como «uma visão integrada para a região de Coimbra, como um dos principais ecossistemas de inovação do país, valorizando a universidade e todos os centros de investigação e empresas».
Na sessão de abertura, o reitor da UC, Amílcar Falcão, destacou o «papel estruturante» da Startup Capital Summit «na ligação entre a academia, startups, empreendedores, investidores, empresas e entidades públicas de apoio ao empreendedorismo e posiciona Coimbra como uma escolha de excelência para empreendedores e investidores, criadores de emprego, tirando partido dos seus sistemas de ensino e investigação», enquanto João Gabriel Silva, presidente do IPN, fez questão em salientar que a UC «não é uma universidade perdida no tempo e a prova é que foi a primeira a criar uma incubadora».
Município de Coimbra assinou protocolo com incubadora internacional
O Município de Coimbra celebrou, ontem, um protocolo com a Empowered Startup, uma incubadora multinacional e aceleradora de negócios com foco na inovação.
Antes, a presidente Ana Abrunhosa falou de Coimbra como «uma cidade que olha cada vez mais para o futuro, que cria, que inova e que transforma», em que município e UC têm «uma união efetiva» e que estarão juntos na promoção de «projetos concretos».
Para que os talentos se fixem na região, importa terem habitação a custos acessíveis, transportes e acessibilidade e, nestas matérias, Ana Abrunhosa, destacou a importância da Alta Velocidade, a ligação da A13 ao IP3 em perfil de autoestrada e ao novo aeroporto de Lisboa.
«Aos investidores, dizer-vos que Coimbra é um território de confiança, com talento, com conhecimento e com projetos com potencial real de crescimento. Às startups digo que Coimbra é um lugar onde é possível começar, testar, crescer, escalar. À academia, Coimbra continua a afirmar que o conhecimento é ainda mais valor quando chega às pessoas e à economia», concluiu a presidente da autarquia











