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“Abordarmos todos os jogos com vontade de ganhar foi determinante”

Sérgio Domingues, treinador do Seixo de Mira, alcançou a segunda subida seguida e, desta feita, à promoção juntou o título de campeão na Divisão de Honra AFC. Foco no “jogo a jogo” e a qualidade do jovem grupo que lidera foram fundamentais para o sucesso e a chegada à Elite distrital

Diário de Coimbra Sagrou-se campeão pelo Seixo de Mira e conduziu a equipa à subida à Divisão de Elite. A que sabe esta conquista?
Sérgio Domingues Sabe a muito trabalho. Sabíamos que ia ser uma época exigente e tínha­mos que encarar cada jogo como uma final. Acho que conseguimos preparar muito bem os jogos, muitos deles foram ganhos nos detalhes. Respeitámos todos os adversários da mesma forma e acho que isso foi fundamental. Foi o culminar de dois anos e meio de trabalho extremamente difíceis. A estrutura do Seixo é pequena, não te­mos coisas que a maioria dos clubes tem. Não há bancadas para os adeptos e nem temos roupeiro, falta crescer em termos estruturais e isso torna esta conquista ainda mais especial. Quando se trabalha num clube que dá tudo do bom e do melhor, subir é quase uma obrigação. Neste caso, sabe ainda melhor um feito destes. Para mais, temos jogadores da terra que ainda vinham da equipa do Inatel.

Voltemos atrás no tempo. O que o levou a abraçar o projeto do Seixo Mira?
Sobretudo as pessoas que estão à volta do clube que são pessoas de trabalho e que queriam fazer do Seixo Mira um clube respeitado. Quando entrei, o Seixo tinha sete jogos e outras tantas derrotas. Tinha vindo do Inatel e aquilo que me pediram foi pa­­­ra serem um clube respeitado. Não queriam andar ali por andar e só para terem uma equipa federada. E criámos uma equipa competitiva.

Como desafiou os jogadores para o projeto?
Houve uma reestruturação do plantel. No primeiro ano, havia uma base muito grande de pessoal que vinha do Inatel e muitos atletas em final de carreira. Ficaram com os jogadores que podiam acrescentar valor e aliciámos outros a juntarem-se. E foram precisas muitas chamadas. Éramos olhados como um clube do Inatel, mas apresentámos o nosso trabalho. Quando reuníamos, levava tudo preparado e dizia sempre que éramos profissionais dentro do amado­rismo. Disse isso a todos e cumpri. Por exemplo, temos questi­onários de bem-estar e para perceber o cansaço dos jogado­res. Ajustamos conforme pode­mos. Mostrar trabalho aos jogadores é a melhor forma de os cativar. Todos os que querem chegar a algum lado ou trabalhar de forma positiva querem estar com equipas técnicas que o façam em condições.

E em 2024/2025 a subida à Divisão de Honra era a meta?
Era a meta colocada por mim, o clube queria ser competitivo e não “ser o bombo da festa”, para representar o Seixo da melhor forma. Então tentámos mon­tar uma equipa com expectativas altas, primeiro para cativar os atletas e depois porque o pior que podia acontecer era ficarmos em 5.º ou em 6.º e se assim fosse estávamos dentro do plano que o clube tinha. Montámos uma equipa para sermos competentes e correu bem. Não esperava encontrar um Lousanense tão forte. Foi uma surpresa tal como o Vila Nova de Anços porque tal como nós, no ano anterior tinha acabado mal classificado. Mas pelo trabalho feito, não me surpreendeu a nossa subida.

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Junho 4, 2026 . 10:45

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