
Internamentos indevidos nos hospitais agravaram-se desde março
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) alertou para o agravamento dos internamentos indevidos nos hospitais desde março, indicando que o número de camas ocupadas por doentes clinicamente com alta é agora superior a 2.800.
O presidente da APAH, Xavier Barreto, afirmou que "nos últimos dois meses, a situação dos internamentos inadequados agravou-se e as 2.800 que estimávamos em março é já bastante superior". Acrescentou que esta tendência contraria a normal redução que se verifica no verão.
Em março, o Barómetro dos Internamentos Sociais da APAH contabilizava 2.807 pessoas nestas condições, com um custo para o Estado superior a 350 milhões de euros. Xavier Barreto referiu que este valor está subestimado por basear-se apenas em custos diretos e numa tabela desatualizada, pelo que "o custo real será bastante superior".
O responsável apelou a respostas urgentes no terreno, sobretudo no domicílio, com um reforço das equipas de cuidados continuados domiciliários. Defendeu ainda que o modelo de prestação destes cuidados deve evoluir para uma maior aposta no domicílio e no apoio a cuidadores informais.
"Estes passos devem ser sustentados com mais investimento e mais recursos. Só com o que temos não vamos lá", concluiu Xavier Barreto.











