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“É impressionante o que fizemos. Nunca vai ser apagado”

Conimbricense Costinha exulta com a conquista da Taça de Portugal do Torreense e está de olhos postos na luta pela subida à I Liga

«Foi o mote do grupo: nem que tivéssemos 1% de probabilidade, íamo-nos agarrar a isso. Foi o que fizemos aqui, obviamente com forças diferentes [em relação ao Sporting]. Tivemos um jogo há quatro dias. Não nos podíamos expor como o Sporting se expôs, ainda por cima com a qualidade que tem. Tivemos de fazer um jogo mais pragmático. Fazendo o golo, isso foi ainda mais visível, mas o clube merece muito, a cidade merece muito. Escrevemos o nosso nome na história. Uma equipa da II Liga nunca tinha conseguido fazer isto. É impressionante o que fizemos. Nunca vai ser apagado». Foi, desta forma, que Costinha falou da inédita e surpreendente conquista da Taça de Portugal. O médio, de 33 anos, foi um dos titulares da turma de Torres Vedras que, no domingo, em pleno Estádio Nacional, no Jamor, derrotou o Sporting por 2-1, após prolongamento.
«O plano de jogo foi perfeito, com um golo cedo, de bola parada. Obviamente que o Sporting tem muita força e teve algumas oportunidades em que poderia ter feito golo. Beneficiámos disso, mas tínhamos muito poucas possibilidades, ainda por cima com um jogo com tão poucas horas de antecedência [com o Casa Pia]. Mas no futebol tudo é possível. Deixamos essa mensagem para outras equipas fora do futebol. Tudo é possível. É importante nunca desistir dos nossos sonhos», constatou o futebolista conimbricense que está agora de olhos postos na 2.ª mão do playoff de subi­da/manutenção à I Liga com o Casa Pia (na 1.ª mão ficou 0-0 em Torres Vedras). «Vamos ter uma recuperação forte, porque, na quinta-feira, temos de nos apresentar na máxima força. O Casa Pia está a descansar. Isto não foi a situação ideal, porque não se deveria ter uma Taça de Portugal no meio. Vimos isso em Fran­ça, com o Nice a jogar primeiro a final da Taça e depois os jogos do playoff, mas não nos vamos agarrar a desculpas. Vamos trabalhar e recuperar para estar fortes na quinta-feira», afirmou o dono da camisola 10 que acrescentou: «Temos o cansaço de um lado, mas temos a parte mental e a motivação, que vão pesar muito. Vamos levar este alento para quinta-feira. Será importante. Certamente, teremos mais adeptos para nos ajudar, mas, pelas notícias que saíram, o Casa Pia fechou uma bancada. Se tivesse a bancada aberta, teríamos mais público e adeptos. Faria todo o sentido estar a casa cheia».
João José Pereira da Costa, mais conhecido por Costinha, nasceu para o futebol no Esperança, o qual representou entre 2000 e 2006, transferindo-se depois para o sub-15 do FC Porto. Depois disso, representou Padroense, Académica, Sertanense, Tocha, Fredericia (Dinamarca), Lus. Vildemoinhos, V. Setúbal, Chaves, Santa Clara, Tondela e agora Torreense.

Afonso Peixoto
Afonso Peixoto

Afonso Peixoto no
lote de vencedores
Apesar de não ter figurado na ficha de jogo do encontro disputado no último domingo, Afonso Peixoto é igualmente um dos vencedores da Taça de Portugal. O central, de 23 anos, representou o Torreense esta época através da equipa principal (inclusivamente na Taça de Portugal) e a equipa de sub-23 na Liga Reveção. O jovem conimbricense começou a jogar no N10, tendo depois representado a Académica, o Veneza (Itália), Vis Pesaro e agora o emblema de Torres Vedras.
Recorde-se, e conforme demos conta na edição de ontem, Traquina, antigo jogador da Académica, Naval e União 1919, entre outros, é um dos elementos da equipa técnica liderada por Luís Tralhão e, como tal, também conquistou a Taça de Portugal.

Maio 25, 2026 . 22:45

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