
Portimão “foi especial” para Gabriela Lucas
Ouro e bronze “em casa” é, naturalmente, algo «muito especial» para um atleta. Ainda para mais fazê-lo com as cores da bandeira portuguesa. Foi precisamente isso que Gabriela Lucas, ginasta do Centro Norton de Matos (CNM), alcançou no Torneio Internacional de Portimão de ginástica rítmica.
Na seleção de juniores, a ginasta do CNM subiu ao lugar mais alto do pódio na final de maças, com um exercício avaliado em 24.950 pontos, resultado que permitiu fazer tocar “A Portuguesa” na competição algarvia. Além da medalha de ouro, Gabriela Lucas arrecadou ainda o bronze na final de fita, após somar 22.300 pontos.
E, claro, que Gabriela Lucas, de apenas 15 anos e um “diamante” da ginástica portuguesa, ainda estava a digerir o que tinha feito no dia anterior: «Trabalhamos sempre para alcançar o melhor resultado possível e acho que este foi um objetivo concretizado. Foi uma conquista muito grande e uma das melhores provas internacionais que já fiz. Nunca tinha conseguido algo tão importante numa competição deste nível», afirmou.
Apesar da pressão natural da competição, Gabriela explicou que tentou manter o foco: «Sinto alguns nervos, o que é normal, mas tentei concentrar-me no que estava a fazer e confiar em mim própria para dar o meu melhor», referiu.
Quanto aos objetivos a breve prazo, a prodigiosa ginasta aponta ao Campeonato da Europa, marcado para o dia 25. «Quero fazer o meu melhor e tentar alcançar a metade superior da tabela», explicou. Para o futuro, Gabriela assume ter um sonho comum à maioria dos atletas: «Gostava de continuar a competir nestas provas internacionais e, claro, chegar aos Jogos Olímpicos».
“Diferenças nos detalhes”
Nina Shevts, treinadora de Gabriela, referiu que o propósito da prova por terras algarvias foi «perceber os aspetos positivos e também aquilo que ainda é necessário melhorar».
A timoneira do CNM acredita que a ginasta pode alcançar um lugar de destaque no Europeu: «Vamos lutar para ficar na parte de cima do ranking. Trabalhamos prova a prova, porque nestas idades as diferenças fazem-se nos detalhes e na parte emocional», concluiu.












