
Demolição e limpeza quase 10 meses depois do incêndio na Montael
Mais de nove meses depois do violento incêndio que destruiu por completo as instalações da empresa Montael, em Antanhol, no dia 27 de julho de 2025, iniciaram-se ontem as operações de demolição e remoção dos escombros, que deverão demorar entre duas a três semanas, adiantou ao Diário de Coimbra o diretor-geral Joaquim Lapo.
As operações, a cargo da empresa Ambipombal, implicam também a separação de «materiais», como ferro, latão, betão, tijolos ou vidro e o devido encaminhamento para as incineradoras próprias, conforme consta da legislação.
«O terreno ficará livre e, depois, seguir-se-á outra fase de projetos para as novas instalações», continuou, salientando que, neste momento, não é possível definir prazos. «Não existem timings porque isso não depende exclusivamente da administração da Montael», mas de outras entidades, nomeadamente a Câmara Municipal de Coimbra. «O que me transmitiram, é que seria de mais fácil aprovação se fossem instalações semelhantes, ou seja, aproveitando as plantas e infraestruturas já aprovadas», frisa, lembrando que «a perda é de 100%» e que os espaços destruídos tinham mais de 20 anos.
Até as futuras instalações estarem “de pé”, a Montael vai continuar de portas abertas ao público, «fazendo um novo investimento» no espaço onde se encontra provisoriamente e «aguardando que as seguradoras cumpram com o que tem de ser concluído», adianta Joaquim Lapo, ao esclarecer também que as operações de limpeza e remoção de escombros causados pelo incêndio só estão a avançar agora por questões legais e processuais.
«Primeiro, foram as peritagens e a Polícia Judiciária coloca o relatório final no Ministério Público no início de dezembro. Depois é despachado o arquivamento com as causas identificadas - riscos elétricos -, a 18 de janeiro de 2026», excluindo-se a origem criminal», salienta.
Para já, a Montael encontra-se, provisoriamente, num armazém de 1.100 metros quadrados com dois portões, também em Antanhol, a curta distância do espaço destruído pelo incêndio. Uma das entradas é utilizada como entrada de loja e há também uma zona de bricolagem, valência de armazém e a parte administrativa e de contabilidade.
Sem querer levantar muito o véu, Joaquim Lapo revelou ainda que está para breve a abertura de uma nova loja em Coimbra.
A Montael é uma empresa de materiais de construção e de decoração com 51 anos. Em 2022, foi adquirida por um novo grupo económico, liderado por António Mendes Ferreira.











