
Obras no concelho de Arganil com derrapagens de dois milhões de euros
As três grandes obras financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência que se encontram a decorrer no concelho de Arganil, nomeadamente construção de um novo SUB e Centro de Saúde em Arganil, requalificação da Escola Secundária de Arganil e da EB 2, 3 de Côja, para os quais se destinam respetivamente, 7 milhões de euros, 5 milhões de euros e 3 milhões de euros, apresentam derrapagens financeiras, na ordem de quase 2 milhões de euros. A constatação foi efetuada por Guilherme Correia, deputado socialista, na Assembleia Municipal de Arganil.
«1 milhão 898 mil, 153 euros, o que equivale a cento e quarenta e oito anos de salários para um trabalhador médio em Arganil, este é o valor das derrapagens nas três principais obras que neste momento decorrem no concelho de Arganil, o novo SUB e Centro de Saúde de Arganil e as requalificações na Escola Secundária de Arganil e na EB2,3 de Côja», deu a conhecer o deputado socialista.
«O que questiono são os montantes destas derrapagens, a sua regularidade temporal, e o facto de resultarem muitas das vezes de situações que podiam e deviam ter sido antecipadas e pensadas», explicou passando em seguida a dar exemplos em cada uma das obras referenciadas.
«Nada contra as intervenções que estão a decorrer, são essenciais para o nosso futuro, mas é do dinheiro dos arganilenses que estamos a falar e esta gestão destes recursos merece o melhor zelo possível e se isto se tratasse de um jogo de xadrez estava garantida a derrota», declarou ainda o deputado socialista.
Por seu turno, Luís Paulo Costa, enfatizou que todas «as três grandes obras que estão neste momento a acontecer, todas elas, na sequência de projetos de execução que foram contratados ao mercado, que pela sua dimensão foram objeto de revisão, e pasme-se, foram projetos que uma vez que do ponto de vista técnico ficaram concluídos, foram apreciados, analisados e foram aprovados por todos os membros da autarquia».
«Obviamente que quando existem erros e omissões nos projetos de execução que determinam a execução e aprovação de trabalhos complementares trata-se sempre de um ato que fazemos num espírito de obrigação porque efetivamente se o projetista deveria ter considerado uma determinada solução e não considerou, trata-se de uma deliberação do órgão Câmara Municipal», referiu ainda o presidente do Município de Arganil.












