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Nilson Corrêa: “Tudo faremos para subir à Liga 3”

Treinador brasileiro do Oliveira do Hospital assumiu sem rodeios a ambição dos oliveirenses na Fase de Subida do Campeonato de Portugal. O antigo guardião do Vitória de Guimarães destaca a coragem de um plantel jovem, aponta a promoção como objetivo e explica quais foram os momentos mais importantes para alcançar o 2.º lugar da Série C

Diário de Coimbra Quando chegou ao Oliveira do Hospital, o que encontrou e o que sentiu que precisava mudar de imediato?

Nilson Corrêa O que encontrei quando cheguei foram pessoas sérias que assumiram o clube e que queriam dar a volta à circunstância e momento que o clube atravessava. Estávamos em 4.º lugar. Encontrei jogadores motivados e com qualidade. Com isso, percebi que vim para o sítio certo e que poderíamos fazer um trabalho com êxito. A partir do primeiro contacto com todos, pôde perceber que era possível darmos a volta a esse cenário e chegar ao 2.º lugar para que pudéssemos passar à fase seguinte.

 

Em que momento percebeu que a equipa podia realmente lutar para estar na Fase de Subida?

Sinceramente foi logo desde o primeiro momento. Percebi a qualidade que tínhamos aqui. Naquele momento não dependíamos apenas dos nossos esforços. Tínhamos de fazer a nossa parte e aqueles que competiam connosco precisavam de falhar e de escorregar. Passámos um período grande de 10 a 11 jogos em que nós ganhávamos e eles ganhavam também. Nós só tropeçámos em casa com o Mortágua. Aí foi difícil porque a desvantagem aumentou. Mas não desistimos em momento algum e conseguimos fazer o nosso papel que era ganhar os jogos e também pressionámos quem ia na frente como a Naval e o Benfica e Castelo Branco. Nos últimos quatro jogos fizemos uma aliança entre nós que íamos fazer de tudo para vencer os quatro jogos. Tínhamos a convicção de que eles iam falhar e que estaríamos prontos para os ultrapassar. Na penúltima jornada, quando fomos jogar contra o Lusitânia, nos Açores, foi de manhã. Vencemos o jogo e, com isso, sacudimos uma pressão grande de nós. Até então, nenhum dos nossos rivais tinha entrado atrás de nós em campo. Acho que isso foi importante pela pressão que colocou nos outros de vencer também. O BC Branco perdeu com o Samora Correia e a Naval empatou com o Marialvas. Correu muito bem.

 

Como é que foi recebido em Oliveira do Hospital e o que é tem recebido por parte de quem acompanha o clube?

São um povo muito educado. Parece-me que têm uma forma diferente de ver futebol. Mesmo quando não estávamos tão bem, não existiam críticas pesadas nem muita cobrança por parte dos adeptos. Sempre tentaram entender o momento do clube. Só tivemos apoio por parte das pessoas em todos os momentos e isso foi importante para que pudéssemos manter o nosso foco sabendo desse apoio.

 

Leia amanhã (dia 23) a Entrevista da Semana completa no site e na edição impressa.

Abril 22, 2026 . 21:35

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