
APPACDM estreia peça de teatro musical inclusivo
A XIII Gala da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra vai realizar-se hoje, pelas 21h00, no Auditório do Conservatório de Música, com a estreia do espetáculo de teatro musical “Camões: Cantos e Encantos”.
A peça, baseada na vida e obra do poeta Luís de Camões, envolve a participação de 40 pessoas com deficiência intelectual dos Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão da APPACDM situados em Arganil, Coimbra, Cantanhede e Montemor-o-Velho.
O projeto “Camões: Cantos e Encantos” conta com o apoio da Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões e de fundos comunitários do programa Centro 2030, e o espetáculo de «teatro musical inclusivo e imersivo» que hoje estreia em Coimbra, com direção artística de Diogo de Carvalho, deverá efetuar depois uma digressão pelo país.
“Camões: Cantos e Encantos” combina teatro, música, dança e tecnologias digitais, recorrendo a projeções imersivas e interação direta com o público, podendo os espectadores, através do telemóvel, «influenciar alguns momentos cénicos e mesmo escolher o final».
Segundo uma nota de imprensa divulgada pela APPACDM de Coimbra, a peça aborda «temas universais como coragem, solidariedade e diversidade, inspirando-se na vida e obra de Camões (poeta com grande ligação a Coimbra) e nas viagens dos navegadores portugueses», num espetáculo «envolvente e acessível a várias gerações e tipos de público».
«A melhor forma de mudar mentalidades face às pessoas com deficiência intelectual é permitindo que demonstrem as suas capacidades, não apenas artísticas, mas também criativas. O tema escolhido não é por acaso: num ano em que muitos agentes artísticos e musicais constroem as suas produções à volta de Camões não poderíamos ficar de fora e não participar ativamente na comemoração de uma efeméride que é de todos - os 500 anos do nascimento de Luís de Camões.
A história de Portugal também é nossa e mais uma vez queremos provar isso», justificou Helena Albuquerque, presidente da APPACDM Coimbra, citada no comunicado.
A partir deste espetáculo, que tem previstas pelo menos mais quatro apresentações públicas até final deste ano, nos municípios de Anadia, Arganil, Cantanhede e Figueira da Foz, a APPACDM de Coimbra propõe-se também produzir um Guia Acessível para Espetáculos Inclusivos, destinado a organizações artísticas, culturais e congéneres que pretendam trabalhar com pessoas com deficiência intelectual. «Espetáculos inclusivos são escassos e com a elaboração do guia prático para a sua realização esperamos contribuir para o seu aumento.
Desta forma, queremos também fomentar a diversidade no panorama artístico nacional e incentivar o surgimento de projetos liderados por artistas com deficiência», adianta Helena Albuquerque.











