
Capa e sapatos do traje académico na homenagem a Hugo Meneses na FLUC
Emoção e silêncio marcaram a homenagem que a comunidade da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) prestou hoje de manhã a Hugo Meneses, de 23 anos, que faleceu a semana passada num acidente de viação em que também perdeu a vida Bruno Paredes, de 22 anos, estudante da Antropologia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC. Na escadaria de acesso à FLUC, estavam colocados, simbolicamente, a capa do fato académico e os sapatos pertencentes a Hugo Meneses.
Na cerimónia, com a participação da família e da namorada de Hugo Meneses, que se juntaram a estudantes (trajados com fato académico), professores e funcionários, foram lançados balões brancos em memória do jovem de Cernache.
«O silêncio é, talvez, a forma de homenagearmos melhor quem parte tão cedo, prematuramente e de forma tão trágica, ainda para mais numa faculdade que viu, no último ano e pouco, a partida prematura e trágica de tantos estudantes», salientou Ana Teresa Peixinho, em representação do diretor da Faculdade de Letras.
«É uma honra estar aqui, mas, ao mesmo tempo, preferia não estar. É uma enorme consternação para a Faculdade de Letras termos recebido a notícia da perda de mais um estudante», adiantou, lamentando a perda prematura de Hugo Meneses.
Aos estudantes, Ana Teresa Peixinho deixou «um pedido» para «que honrem a memória» de Hugo Meneses e pensem, «todos os dias», naquilo que aconteceu» ao colega.

«A partida do Hugo deixa um vazio e uma dor», sublinhou Nuno Silva, vice-presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC), com a certeza de que o estudante de Geografia, «certamente, marcou todos aqueles com quem se cruzou, com a sua alegria, com a sua vontade de viver».
«Escolher as palavras num momento como este é sempre difícil. Não há palavras que possam explicar esta perda. A sua presença era única e cada um de vós guarda uma conversa, um instante, um sorriso. Certamente, que o Hugo vos ensinou, sem saber, a importância das coisas simples da amizade, do riso e, acima de tudo, de estarmos presentes, enquanto comunidade, uns para os outros», salientou.
Por isso, Nuno Silva considera mesmo que «a melhor forma de honrar e recordar o Hugo é valorizar cada instante, cada momento, cada conversa que tenhamos».
Radija Azevedo, presidente do Núcleo de Estudantes da Faculdade de Letras (NEFLUC/AAC), salientou que, na FLUC, «mesmo sem grandes palavras», todos vão fazendo «parte da vida uns dos outros e quando alguém deixa de estar, isso sente-se». «Que este momento mostre que o Hugo foi mais do que um nome. Foi parte desta casa, alguém que tinha o seu lugar entre nós e que deixou pessoas que gostavam dele, que guardam boas memórias», adiantou, a anteceder as declarações da namorada do jovem, que testemunhou «como o Hugo trabalhou muito para conseguir estar nesta universidade». «Foi uma perda muito grande, mas estará sempre nos nossos corações e na nossa memória», concluiu.











