
UC Exploratório desafia a entrar no “mundo maravilhoso” dos espelhos
Falar de espelhos é falar da lei da reflexão, de simetrias, de relações matemáticas e até de instrumentos que, desde a antiguidade, têm ajudado a compreender melhor o mundo em que vivemos. Mas, falar de espelhos é também “mergulhar” em fenómenos e particularidades que estão a fazer da nova exposição central do UC Exploratório um sucesso entre públicos de todas as idades, desde que abriu portas, a 26 de março.
Ontem, foi dia de inauguração e o momento para Paulo Trincão, diretor do UC Exploratório, dar conta do orgulho em trazer ao espaço Ciência Viva esta «exposição incrível», que chega a Portugal pela primeira vez. «Vamos entrar nesse mundo maravilhoso que é o espelho», desafia o responsável, com a certeza de que «o Exploratório cada vez mais é um local de cidadania» e «um recurso educativo».
«Ninguém pode ter uma razão para não vir aqui», salientou Paulo Trincão, recordando que “Espelhos - Dentro e fora da realidade” - inserida no âmbito do acordo de colaboração entre o UC Exploratório e a Fundação “la Caixa”, com o apoio do BPI - estará patente durante ano e meio.
Como explicou Paulo Trincão, o público vai descobrindo o «mágico, que é simbolizado pelo convite da Alice», no clássico de Lewis Carroll, para entrar no espelho.
Preço dos bilhetes varia entre 8 euros, para crianças a partir dos 3 anos, e os 20 euros para famílias
Tal como Diário de Coimbra adiantou, aquando a abertura, os visitantes são convidados a explorar o interior do espelho e, depois, a realidade fora dele, com vários exemplos da sua utilização, como no telescópio, na condução da luz pela água ou numa pequena vila em Itália, para que receba a luz do sol durante o inverno. «Os espelhos são instrumentos incríveis que nos permitem descobrir coisas fantásticas no universo», acrescentou Pedro Russo, presidente da Agência Ciência Viva.
Presente na inauguração, Artur Santos Silva, curador da Fundação “la Caixa”, considera que a exposição «vai marcar muito o que o Centro Ciência Viva quer ser em Coimbra», que se distingue na atração dos mais novos para o mundo da ciência e da tecnologia.
Aliás, na perspetiva da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, a Ciência Viva «é um projeto de inclusão», assumindo-se o UC Exploratório como um espaço que está «a cumprir a sua missão» ao tornar a ciência acessível.
«O espelho tem significados diferentes para cada um de nós. A exposição convida-nos a olhar o espelho, que é algo familiar, e desafia-nos» a descobri-lo como «um objeto de fascínio, de conhecimento e de interrogatório», salientou Ana Abrunhosa.
«Que continue [o UC Exploratório] a despertar curiosidade, a desassossegar e a estimular com pensamento crítico», sublinhou a autarca, desafiando a Fundação “la Caixa” para desenvolver projetos na cidade na área da cultura.
Amílcar Falcão, reitor da Universidade de Coimbra, recuou alguns anos atrás e lembrou como o Exploratório estava «muito aquém do potencial», sendo, hoje, «uma ferramenta da cidade e da região». Lembrou a importância da divulgação de ciência e da necessidade de «mais educação, mais ações formativas, mais capacitação».
À espera da creche e jardim de infância
A caminho do final do último mandato como reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão não esconde que gostaria de ter assistido, nesta qualidade, à abertura da creche e jardim de infância do UC Exploratório. «Tinha muita vontade de inaugurar como reitor», confessou, apontando críticas ao anterior executivo de José Manuel Silva, por deixar o projeto «no arquivo morto».











