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Coimbra aumenta videovigilância em pontos “chave” da Baixa citadina

São 38 novas câmaras que se aplicam pela cidade ao longo dos próximos seis meses, com quatro a tornarem mais “claras” as atividades no Parque Verde. Apesar das características dos dispositivos, a privacidade está garantida

Com trabalho iniciado em 2019, a aposta em câmaras de videovigilância por parte da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e dos seus parceiros (Polícia de Segurança Pública [PSP] e Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra [APBC]) chegou agora a uma nova fase: expansão. O objetivo é integrar 38 novos dispositivos, adicionados aos 17 já existentes, mas desta vez com um aumento na sua área de implementação: o Parque Verde do Mondego.

É uma continuação da aposta de anteriores executivos que ganha um novo alento com Ana Abrunhosa, presidente da CMC. «É preciso agradecer a quem começou este processo e é especialmente importante continuá-lo», infere. Segundo a autarca, este é um processo «exigente», não só a nível técnico, mas também em termos legais, pois é necessário garantir a segurança dos dados pessoais das pessoas. «Temos de respeitar a dignidade e a privacidade das pessoas», refere, indicando que as câmaras têm «filtros» para proteger quem for “apanhado” nas imagens, sem estar a incorrer em nenhum delito.

Também os responsáveis técnicos do projeto, Luís Santos Costa, diretor do departamento de Espaço Urbano da CMC, e Carlos Estima, responsável da empresa Soltráfego (adjudicada para o trabalho de implementação das câmaras), sublinharam que a privacidade dos habitantes está garantida através de diversas medidas. «As câmaras instaladas não captam som, não reconhecem caras de forma automática e apenas tem acesso às imagens pessoas qualificadas da PSP. Ou seja, a Soltráfego e a Câmara não têm acesso à videovigilância», explicou Luís Santos Costa.

Mesmo sem identificar as identidades, este acréscimo para a segurança municipal vai apoiar a PSP no que toca às áreas da «investigação, identificação e deteção de delitos». «Apenas serão mostradas pessoas quando for estritamente necessário», sendo ainda possível utilizar «“dados em bruto”, ou seja, números e não identificações» para contabilizar passagens em diversas zonas, para fins estatísticos.

Em termos mais técnicos, Carlos Estima destacou que os dispositivos têm capacidade de zoom de 45 vezes, com alta definição, sendo aplicadas cinco câmaras no Parque Verde (três na margem direita e duas na margem esquerda, junto da Ponte Pedonal Pedro e Inês), e 33 espalhadas por várias vias da Baixa da cidade, desde a Portagem até à Rua João Machado, passando também por outros pontos intermédios e da beira-rio.

Consignação Videovigilância Cmc 3 T

A solução não é total, nem chega a todas as zonas de interesse, mas é uma evolução positiva. «Mantemos contacto próximo com as entidades parceiras e com os comerciantes para garantir que todos os pontos são estudados. Neste momento estes eram os mais preocupantes, mas há espaço para avaliar outros locais para implementar mais sistemas de vigilância», adiantou Ana Abrunhosa.

A presidente refletiu sobre uma possível «sensação de insegurança», que foi analisada por Sérgio Ferreira Loureiro, comandante da PSP de Coimbra. «Não existe uma grande criminalidade em Coimbra, à situações pontuais. Mas como por vezes são vistas, cria-se uma perceção de insegurança. Estamos a trabalhar para ter mais agentes na rua para demonstrar que estamos junto da população e que há trabalho que não é apenas o “invisível”», refletiu Sérgio Loureiro.

Março 28, 2026 . 07:30

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