
ADFP reativa pombal que é cuidado pelos utentes
A oferta de 20 pombos-correio por um casal de Tomar ao Parque Biológico da Serra Lousã, da Fundação ADFP, deu o incentivo que estava em falta para a reativação do pombal da instituição que, assim, fez ressurgir um espaço que já existiu e que, desta vez, vai ter a particulariadade de ser da responsabilidade dos utentes da instituição. «Um espaço que recupera uma tradição rural e que ganha agora um significado ainda mais especial: será cuidado e acompanhado por utentes da fundação ADFP, no âmbito das dinâmicas de inclusão social», diz, em comunicado a ADFP.
«No pombal, os utentes assumem tarefas ligadas ao cuidados dos animais, à manutenção do espaço e à observação diária das aves, transformando este local num pequeno laboratório de autonomia e capacitação», explica a Fundação, frisando como o contacto com animais tem demonstrado ser «um instrumento importante de bem-estar, desenvolvimento pessoal e inclusão social». «Há estudos que demonstram que as pessoas com deficiência ou doença mental conseguem maior bem-estar emocional em contacto com a natureza e maneio de animais», destaca ainda a instituição de Miranda do Corvo.
A reativação do pombal insere-se na lógica dos projetos “SUPERação” e “Inclusão em ação”, que procuram criar oportunidades concretas de participação, responsabilidade e aprendizagem para crianças, jovens e pessoas com diferentes percursos de vida e necessidades, do CACI - Centro de Atividadespara a Capacitação e Inclusão e das Residências Respeito e Fraternidade.
Este projeto é liderado por Francisco Silva, monitor de Educação Física da Fundação ADFP.
«A relação com as aves promove rotinas, sentido de responsabilidade e confiança, contribuindo para que reforçar competências sociais e emocionais», justifica ainda, em comunicado de imprensa, a Fundação ADFP.











