
Prémio Carranca distingue obra de sugestiva poesia
Ontem, na Lousã, foi dia de celebrar a leitura. O Teatro Municipal da Lousã foi o palco para os alunos do Agrupamento de Escolas darem voz a vários textos, dando a conhecer a suas competências de expressão oral, mas também para entregar o prémio Carlos Carranca a Fernando Hilário, que foi o vencedor da 4.ª edição com a obra “O pintor Apavorado”.
Coube a Fernanda Redondo fazer o elogio da obra, referindo que se trata de um livro de 57 poemas.
Uma obra que, a partir da abordagem das muitas vertentes da vida, «olha o mundo», em que «o pavor do pintor é antes espanto».
Fernanda Redondo referiu ainda que os poemas revelam «a preocupação do autor em captar o mundo com uma consciência poética sensorial», numa abordagem à paisagem, às memórias, à linguagem, à noite, à casa, ao dia-a-dia, à luz, à injustiça social, «num claro convite à reflexão», sobretudo perante «os desmandos que o mundo enfrenta hoje», como se pode depreender pelo último poema.
Fernanda Redondo assinalou ainda que toda a obra revela «a sensibilidade do autor, com uma poesia rica de emoções que importa agora descobrir neste livro».
Palavras que Fernando Hilário, que foi professor e está ligado à investigação e crítica literária, teve oportunidade de agradecer, tal como ao júri, que detém uma diversidade académica de prestígio, pelo que referiu «sentir-se muito honrado com a distinção».
Por outro lado, confessou ainda que ficou «ainda mais satisfeito por fazer parte desta festa da leitura».
O autor dirigiu ainda palavras de agradecimento a Rosa Carranca que, por sua vez, agradeceu ao executivo anterior que reconheceu o valor de Carlos Carranca, «quer pela sua poesia mas também o cidadão, como grande defensor dos mais altos valores humanos, dos quais não abdicava e com os quais procurava motivar os estudantes, no sentido de desenvolver o seu sentido crítico e a tomar consciência do seu papel na sociedade».
A sessão encerrou com dois momentos musicais, com temas de Carlos Paredes e com o grupo de fado Pardalitos do Mondego.
No final, foi feita entrega simbólica do prémio, pelo presidente da Câmara Municipal da Lousã, Victor Carvalho.
Seguiu-se depois a inauguração da exposição de fotografia “Árvores Vigilantes do tempo”, da autoria de Fátima Carvalho, que retrata árvores portuguesas centenárias e autoctones, exóticas ou “veneráveis” que se apresentam como verdadeiros testemunhos do tempo.

Gala da Leitura celebrou o Dia da Poesia e da Árvore
A Gala de Leitura da Lousã que decorreu no Teatro Municipal foi um momento de celebração das letras, da escrita e da leitura, onde se celebrou também o Dia Mundial da Árvore e das Florestas e o Dia Mundial da Poesia.
Depois da entrega do Prémio Carlos Carranca, instituído em homenagem ao poeta e ensaísta natural da Figueira da Foz, mas com raízes na Lousã, seguiu-se a entrega de prémios aos alunos distinguidos no Concurso de Leitura, que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas da Lousã.
Participaram 19 alunos finalistas representantes de cada ciclo das escolas da Lousã.
Coube a Natércia Pereira, coordenadora da Biblioteca anunciar os vencedores (Maria Constança Chantre - 1.º ciclo, Salvador Silva - 2.º ciclo, Beneditia Coelho - 3.º ciclo e Lowan Stonehill, do Secundário.
Estes alunos vão representar a Lousã no Concurso da Região Metropolitana de Coimbra, no dia 9 de maio.












