
"Vamos estar muito competitivos na Trofa"
Estando no primeiro lugar, pergunto se a semana de trabalho foi positiva e se esta confiante para a Trofa?
António Barbosa | Sim, dentro daquilo que tem sido a nossa realidade e que tem sido o nosso trabalho diário e a forma como os jogadores percebem as suas missões e tarefas, não saímos muito desta dinâmica. Uma semana marcada pelo compromisso e pela atitude dos nossos jogadores. Uma atitude muito assertiva, muito diretiva, muito marcada por percebermos a especificidade deste jogo e deste adversário e até as características muito específicas do campo, a velocidade com que jogo se joga e as características do adversário. É um adversário extremamente forte, uma equipa que foi montada para subir a divisão, é uma equipa que vem de uma primeira vitória nesta fase e com forte investimento e um forte apoio e querem realmente aproveitar este momento. Vêm de uma vitória na casa do primeiro classificado. Seguramente que estão muito moralizados e é uma equipa com fortes argumentos. Ou seja, o que sentimos foi que a nossa semana foi voltada para contextualizar o adversário, identificar e ajudar a criar comportamentos que nos ajudem a continuar com esta ambição e determinação que temos diariamente e acima de tudo concentrar os atletas que temos disponíveis e desenvolver e aproveitar para criar condições para os atletas que estão menos disponíveis para recuperarem o mais rápido possível e serem também as soluções.
Quais são essas dificuldade e especificidades do campo na Trofa e se sente que estar em primeiro faz da equipa um “alvo a abater”?
Sim, poderá ser essa a visão do adversário. A nossa visão é irmos jogo a jogo e neste em particular vamos encontrar um campo muito curto e muito rápido. O facto de ter paredes próximas do campo faz com que a bola esteja sempre dentro ou preparada para jogar e depois o facto de ser um campo com pouca profundidade e até as características do adversário - tem um guarda-redes que repõe a bola muito longa, dois avançados muito grandes, rápidos e fortes e um terceiro jogador que joga solto, com uma boa dinâmica ofensiva e muita rotatividade -, faz com que com poucos toques eles consigam chegar à nossa área e é uma arma muito forte. Depois é também uma equipa que quer em ataque posicional, quer principalmente através das transições, conseguem finalizar e marcar golos. O próprio treinador disse que não têm tido a eficácia devida e eu concordo. E percebendo isto de antemão, procuramos, obviamente, preparar a nossa equipa de forma estratégica para condicionar e aproveitar aquilo o que podemos tirar deste campo e deste adversário junto daquilo que nós somos fortes. Pensamos sempre muito nisso, o que é que nós temos que o adversário não tem e como podemos ajudar os nossos jogadores a potenciar as suas características.
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