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Galeria-Museu traz “projeto de vida” de Mário Monteiro para fora do “forno”

Com o desejo de “quebrar a ideia” de “casamenteiro”, fotógrafo galardoado internacionalmente procura apresentar o seu vasto espólio de uma nova forma. Novo espaço traz oportunidade de exposição para “toda a gente”

É a realização de um sonho o que hoje, às 15h30, acontece no número 24 da Rua Carlos Alberto Pinto de Abreu. Mário Monteiro, fotógrafo galardoado a nível internacional, mas “rotulado” de «fotógrafo de casamentos» ou «casamenteiro», quer «tirar do forno», ou melhor, do laboratório, um «projeto de vida» que já sai tarde.

«O objetivo era abrir esta Galeria e Museu no dia 28 de fevereiro, em homenagem ao meu pai. Por causa da tempestade e das cheias o projeto acabou atrasado e só agora me é possível apresentá-lo ao público», revela o fotógrafo.

Num espaço pequeno, mas preparado para várias atividades que dão a conhecer não só o seu talento, espólio e coleção, haverá a oportunidade para os curiosos «conhecerem outros lados da fotografia». «Tenho aqui trabalhos onde é preciso uma certa sensibilidade para que sejam bem-vistos. Gostava de tirar a ideia de “casamenteiro” que muitas vezes me é colada porque tenho imensas fotografias de outros géneros» indica, explicando que o espaço estará aberto para «mostrar trabalhos de outros artistas e fotógrafos».

Também nos planos está a abertura de uma pequena “cabine fotográfica” e de uma “câmara escura” onde se pode aprender mais sobre revelação fotográfica, mas há planos maiores. «Não posso puxar a cortina toda, mas há um outro projeto que estou a trabalhar que vai dar uma nova vida à fotografia analógica».

Fotografo Mario Monteiro Fs 3

Este projeto, que já estava a “cozinhar” no «forno» há «muito tempo», chega num momento em que considera o certo para «acalmar». «Chega-se a um determinado ponto da vida em que já é preciso acalmar. Comecei na fotografia aos 12 anos, já tenho um espólio imenso, desde câmaras a fotografias mesmo, portanto senti que era o momento certo».

Ao considerar a «fotografia como uma paixão», Mário Monteiro relembra o pai, que também era fotógrafo e que, de certo modo, o influenciou a fotografar. «Não estou [na fotografia] só pela parte económica, não é só isso que está aqui a ser valorizado. É toda uma paixão que já vem do meu pai».

Essa paixão que se pretende demonstrar atravessa a gratuitidade do museu, que procura ganhar a atração do público ao mostrar «todo o processo, o caminhar da imagem».

Mário Monteiro conta que é um dos 10 finalistas de Fotógrafo Europeu nas categorias de fotografia de casamento e fotojornalismo.

Fotografo Mario Monteiro Fs 4
Março 21, 2026 . 10:31

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