
Universidade de Coimbra está a investigar alegados casos de racismo de alunos
Os alegados casos de racismo, sexismo e xenofobia perpetrados por estudantes da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) estão a ser investigados, garantiu hoje o reitor da Universidade, Amílcar Falcão.
Tal como o Diário de Coimbra avançou na passada semana, um grupo de estudantes universitários da Universidade de Coimbra e do Instituto Politécnico de Coimbra estão a ser investigado depois de ter sido divulgado um áudio, partilhado pelo WhatsApp, onde é possível ouvir insultos racistas, sexistas, de violência sexual contra mulheres e comentários xenófobos proferidos por estudantes da Coimbra Business School| ISCAC, como foi adiantado pelo presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra.
“O racismo, o sexismo e outros desvios comportamentais existem na sociedade em geral. Quando eles são manifestados dentro da Universidade, onde eu tenho jurisdição, eu trato dos assuntos. Quando eles são manifestados fora da Universidade, a única coisa que eu posso fazer é mandar para o Ministério Público, porque é um crime público, e abrir um processo de inquérito para averiguar se tem alguma interferência dentro da Universidade”, afirmou o reitor Amílcar Falcão, questionado sobre esta situação.
“A Universidade de Coimbra repudia, naturalmente, todos os casos desviantes, todas as situações desviantes daquilo que é a normalidade e daquilo que são os valores humanistas que a Universidade defende”, sublinhou Amílcar Falcão.
O presidente da direção-geral da AAC, José Machado, garantiu que a associação estudantil está a acompanhar a investigação, que, adiantou, é feita em conjunto com o IPC.
"Temos tido reuniões conjuntas com ambas as instituições de ensino superior e agora iremos acompanhar as próximas semanas”, frisou.
De acordo com José Machado, a AAC quer “dinamizar uma série de métodos que possam combater este tipo de situações, tanto do ponto de vista passivo, com mesas redondas e momentos de debate”, como também com “medidas mais restritivas e que procurem, de facto, mitigar estas situações”.
O dirigente estudantil recordou que a associação já se havia posicionado, “em conjunto com a Provedoria do Estudante e com a Reitoria”, contra “os atos xenófobos e racista”.
Nas redes sociais, a AAC, juntamente com outras associações, expressou o seu repúdio “perante os lamentáveis episódios de racismo e misoginia recentemente ocorridos, envolvendo a Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico de Coimbra”.











