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Academia em Concerto reforça ligação entre estúdio, palco e aprendizagem

Estúdio Metamorfose voltou a acolher mais uma edição do Academia em Concerto, a 21 de fevereiro, iniciativa da Academia de Música de Coimbra que decorre ao longo do ano letivo e é transmitida em parceria com o Diário de Coimbra. O formato mantém a lógica que o tem distinguido: unir apresentação musical e enquadramento pedagógico, aproximando o público do trabalho feito semanalmente nas aulas, sem reduzir o momento a uma “prova” ou a uma audição tradicional.

A sessão foi conduzida por Pedro Ferreira, fundador e diretor-geral da instituição, que enquadrou o concerto como um exercício prático de aprendizagem em condições reais: preparar, organizar, lidar com o nervosismo e ganhar experiência na presença em palco. Num ambiente com familiares e pessoas próximas, o programa reuniu alunos entre os 7 e os 20 anos, oferecendo um retrato geracional juvenil da prática musical na Academia. Num contexto mais amplo, a instituição trabalha a música como percurso de vida, com alunos de várias idades, incluindo participantes com mais de 90 anos, em diferentes programas e polos.
Em palco, sucederam-se participações de piano, ukulele, guitarra elétrica, baixo e voz, num alinhamento marcado por referências do universo popular, com espaço natural para linguagens como o pop e o rock, particularmente presentes nestas faixas etárias e associadas à construção de identidade musical. A voz, enquanto instrumento e ferramenta transversal de expressão e comunicação, manteve-se também em evidência, assumida como uma dimensão relevante na formação — tanto pela vertente artística como pela utilidade em contextos de comunicação quotidiana.
O encontro deixou ainda perceber quem está em palco para lá da música: alunos com interesses em áreas como programação, outros ligados à dança e ao atletismo, e referências ao dia a dia — entre gostos musicais e afinidades típicas da idade, como videojogos e séries. Essa dimensão humana, sem retirar seriedade ao trabalho, é uma das marcas que o projeto procura preservar: a aprendizagem acontece em pessoas concretas,  com rotinas, motivações e referências diferentes.
É nesse equilíbrio que o estúdio ganha importância. A captação cuidada e a transmissão ao vivo aproximam a experiência de um contexto profissional, mas sem perder o enquadramento pedagógico que permite
crescer com segurança — exigindo foco e preparação, e deixando margem para aprender com o próprio momento. No final, voltou a ficar sublinhado o papel do projeto como momento regular de partilha e acompanhamento do progresso, reforçando a ligação entre escola, famílias e comunidade e tornando visível aquilo que, na maior parte do tempo, acontece longe das câmaras: o estudo, a repetição e a construção gradual de confiança.

Março 7, 2026 . 10:07

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