
Feira das Freguesias em Arganil reforça orgulho nas tradições e sabores
A XIX Feira das Freguesias – Mostra Gastronómica, termina hoje no Paço Grande, em Arganil, oferecendo aos arganilenses e visitantes o melhor da gastronomia desta região da Beira Serra, assim como a sua cultura e tradições.
Inaugurado anteontem, com animação volante a cargo do grupo BarrilBrass, da Associação Filarmónica Barrilense, o certame reúne as 14 Juntas e Uniões de Freguesia do concelho, representadas nas tasquinhas, por coletividades, nas quais pode saborear as mais diversas ementas, com destaque para os mais variados tipos de chanfana, cabrito, torresmos, não esquecendo os doces, como a tigelada, o arroz-doce e as famosas filhoses dos Cepos e de Soito da Ruiva. Com efeito, para dar a conhecer os cardápios disponibilizados no evento, logo à entrada da Feira das Freguesias, estão colocadas as ementas das 14 tasquinhas, quer dos almoços, quer dos jantares, destes quase três dias de festa.
«Temos aqui mais um momento de afirmação do concelho de Arganil que visa trazer o que de melhor fazemos no nosso território, quer ao nível da gastronomia e da cultura, num espaço que já é de encontro de todos os amigos de arganil», referiu aos jornalistas Luís Paulo Costa, enquanto efetuava a visita a todas as tasquinhas, acompanhado pelo seu executivo, acrescentando que «o que fazemos é juntar o património de cada uma das freguesias».
«Todo este evento só é possível por causa delas, são elas que dão o maior contributo e claro, também as nossas associações que trabalham na área da cultura e que vêm aqui fazer a sua representação», destacou ainda o presidente da Câmara Municipal de Arganil, aludindo à programação musical que conta com apresentações de grupos oriundos de todos o concelho, desde Tunas, Filarmónicas e Grupos de Folclore. Já no Mercado Municipal, contíguo ao recinto, há outro tipo de música, até às duas da manhã, com um programa de animação próprio.
Com efeito, o autarca assegura tratar-se de um «evento cem por cento arganilense», e que, «visa afirmar o concelho», levando ao palco situado no Paço Grande, «todas as instituições que trabalham na área da cultura, para mostrarem o trabalho que desenvolvem», considerando que também «é uma forma de reconhecer a entrega dos voluntários a estas instituições».
Tendo em conta que é um certame elaborado com a “prata da casa”, poderia pensar-se que os custos com o mesmo são reduzidos.
Contudo, Luís Paulo Costa contraria essa ideia, ao afirmar aos jornalistas que «ainda gastamos com a logística, algumas dezenas de milhares de euros», dando a conhecer que «a questão das cozinhas que se foi profissionalizando ao longo dos anos, tem um peso grande», mas que, refere, «é algo que assumimos no orçamento da Câmara».
«Este local, (Paço Grande), permitiu ampliar de forma significativa o espaço das cozinhas, de suporte à componente gastronómica, porque era muito difícil, para as instituições, nas condições que tinham, assegurar a limpeza e higiene das loiças e tudo isso, agora, está assegurado, com a criação de uma ilha de lavagem, de todos os utensílios, o que antes não acontecia nas melhores condições», explicou o edil social-democrata.
«Apesar de ser um esforço maior do ponto de vista financeiro, tem relevância e impacto naquilo que é a afirmação do concelho», declarou, garantindo que a Feira das Freguesias «é um retrato, inequívoco, da nossa terra» e convidando todos os interessados «a virem degustar o que temos de melhor na nossa região».











