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Casa da Escrita regressa à sua “vocação original”

Mais do que programação: um “regresso profundo às raízes”, onde as palavras ganham vida e a literatura conduz cada momento

A Casa da Escrita apresentou, ontem, a nova programação do espaço, regressando à sua “vocação original”, assinalando uma fase de renovação e de reforço da ligação à comunidade. O objetivo, que ficou patente na apresentação da nova programação, passa por «recuperar públicos e afirmar o espaço como um centro de reflexão, criação e partilha de conhecimento, reunindo autores, artistas, estudantes e associações locais», afirmou a vereadora da Cultura do Município de Coimbra, Margarida Mendes Silva.

A nova estratégia organiza-se em vários eixos temáticos, que incluem Performance Poética, Programações Literárias, Tertúlias do Pensamento, Programas Expositivos, Literatura nas Artes e Oficina e Mediação.

A literatura e a poesia surgem como fio condutor de uma agenda que pretende chegar a diferentes públicos e criar hábitos regulares de participação cultural. É neste enquadramento que se inserem algumas das iniciativas programadas, entre as quais “De Primavera emriste: livros que perturbam a ordem das coisas”, ciclo apresentado com a curadoria de Cristina Robalo Cordeiro e integrado no eixo Programação Literária. Do mesmo modo, o ciclo “Calçar os Sapatos do Outro”, criado e produzido pela Associação Cultural Grande Coisa, apresentado por Carla Gomes, integra o eixo Performance Poética, reforçando a diversidade de propostas que estruturam esta programação.

Nos próximos meses, entre março e junho, estão previstos ciclos dedicados a autores e temas literários, apresentações de livros, performances e debates. A programação inclui ainda iniciativas que cruzam literatura com música e outras artes, bem como exposições e atividades destinadas a diferentes faixas etárias. No verão, a Casa da Escrita pretende aproveitar o espaço exterior para concertos, cinema e oficinas, incluindo atividades dirigidas ao público infantil e juvenil.

Apesar de alguns desafios estruturais no edifício, agravados pelas recentes intempéries, como foi o caso da Kristin, a vereadora da Cultura garante que a atividade cultural não será interrompida e que estão previstos trabalhos de reabilitação do espaço.

Com este “regresso às origens”, a Casa da Escrita procura afirmar-se novamente como um espaço aberto à cidade e ao pensamento crítico, reforçando a programação cultural e convidando a comunidade a participar ativamente na vida literária e artística de Coimbra. Mais do que eventos, a Casa da Escrita reafirma a sua missão: ser um lugar de encontros, ideias e partilha cultural.

Fevereiro 25, 2026 . 12:07

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