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“O pior não aconteceu” e “situação de maior risco desapareceu”

Mondego Coimbra está fora do cenário de risco máximo de cheias e inundações. “Hoje vamos todos dormir melhor”, salientava Ana Abrunhosa, ontem à noite, ao adiantar que se mantém o alerta

E Coimbra “respirou de alívio”. «Estamos fora da situação que muito nos preocupava», garantiu ontem à noite Ana Abrunhosa, com os mais recentes dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que afastam os cenários de «risco grave».

«Aquela situação que temíamos da Baixa de Coimbra ficar inundada é já algo que não consta das nossas previsões nem dos nossos temores», garantia a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, confessando que, apesar de «o pior» não ter acontecido, «as perspetivas eram, de facto, de grande gravidade».

«Pusemos as famílias de prevenção, os empresários de prevenção e quero agradecer muito porque confiaram nas nossas indicações», continuou a autarca, na conferência de imprensa, que decorreu ontem à noite no salão nobre da Câmara Municipal, reafirmando que se tivesse acontecido o que mais se temia, «iríamos ter a Baixa toda inundada até aqui à Câmara».

Mas, se o pior já passou, nem por isso termina o estado de emergência municipal. «Continuamos em alerta, vamos continuar a ter zonas alagadas, sobretudo, a partir da ponte-açude», que àquela hora debitava 1.633 metros cúbicos por segundo, frisou.

Para já, continuou Ana Abrunhosa, as populações das zonas alagadas «não devem ainda regressar a casa». «Vamos ter bom tempo no fim de semana, vamos alertando a população quando for seguro regressarem às suas casas e às suas explorações agrícolas. Não regressem, ainda é arriscado», reforçou. «Não corram riscos desnecessários».

«Confiaram em nós até agora, não é por mais um dia ou dois que vão correr riscos», avisou, referindo que, depois, terão ajuda no levantamento dos danos e na forma como obter apoios.

Já para os utentes da Casa do Juiz, do Centro Social de São João e do Lar de São Filipe, acolhidos no Pavilhão Municipal Mário Mexia começam, hoje, a ser dadas indicações para que possam regressar às instituições, explicou Ana Abrunhosa.

Deixando a um agradecimento às várias entidades envolvidas, a presidente destacou o «bom senso» e «serenidade» de Carlos Luís Tavares, comandante sub-regional da Proteção Civil.

Fevereiro 14, 2026 . 07:00

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